Um conhecido Acusou-me semana passada de não gostar do prefeito Zezé. Ora, não gosto e nem desgosto. E daí? Enquanto cidadão pagador de impostos, o que me interessa é se ele está fazendo um bom trabalho pelo Município. Se estiver (o que não acho), ótimo. Se não estiver (que é o que penso), péssimo, pois como morador de Araucária quero o melhor para a minha cidade.
 
Sempre acreditei que não devemos nutrir qualquer tipo de sentimento por políticos, pois isso deturpa nossa capacidade de analisar e julgar o trabalho que eles fazem. Se tivermos algum apreço por determinado homem público nossa tendência é fechar os olhos para o que ele faz de errado e arregalá-los para tudo o que ele faz de certo. Por sua vez, se o detestamos, acontece justamente o inverso. Valorizamos demais seus erros e menosprezamos seus acertos.
 
Outra razão que faz com que eu mantenha distância sentimental desses sujeitos é que, como todos sabemos, políticos são seres capazes de nos surpreender a qualquer momento. Eles têm uma capacidade incrível de serem imprevisíveis, podendo fazer algo muito bom hoje e algo extremamente ruim amanhã. É por isso que eu admiro somente os políticos já falecidos. Esses sim são confiáveis e dificilmente irão nos surpreender novamente. Admiro, por exemplo, o Ulysses Guimarães, o Juscelino Kubitscheck, o Maurício Fruet e até o Major Sezino. Não vejo a hora do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fazer a passagem, pois quero admirá-lo também. O Barack Obama é outro que quando passar dessa pra uma melhor também deve ser merecedor da minha admiração. No entanto, enquanto eles não se forem eu estou preparado, e ciente, de que amanhã ou depois eles podem me decepcionar. É a vida… é a política…
 
Então, fica a dica, não nutram sentimentos em demasia pelos políticos. Eles não merecem e vão nos fazer sofrer em algum momento de nossas vidas. Reservemos nossos sentimentos bons para nossas esposas (os), familiares, amigos e até animais de estimação. Aos políticos reservemos somente nossa capacidade de cobrar-lhes para que façam um trabalho decente e ponto.
 
E você, o que pensa sobre o assunto? Participe da nossa terapia de grupo.

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