Ontem o prefeito Olizandro José Ferreira, como manda a tradição, abriu os trabalhos da Câmara de Vereadores em 2014. Seria uma ótima oportunidade para a comunidade ouvi-lo, em primeira pessoa e ao vivo. Mas também tradicional é o costume do pessoal ligado ao prefeito, desde secretários a assessores, de lotar o local bem cedo, para deixar pouco espaço no plenário aos integrantes da dita oposição. E foi o que aconteceu. De população, aquele cidadão comum que trabalha em outras empresas que não dependam de política, quase ninguém.

Do alto da tribuna, o prefeito foi lá e deu seu recado. Olizandro fez um relato de como se encontra a administração municipal, das dificuldades que tem enfrentado por conta da queda na arrecadação e o alto custo da máquina administrativa. Disse que repete o assunto toda vez que tem chance para que as pessoas saibam como as coisas estão difíceis. Fez elogios aos vereadores, lembrando que conhece o Poder Legislativo como a palma de sua mão. Afirmou que tem grande respeito pelos edis e reforçou a posição de seu representante naquela casa, o vereador Paulo Horácio. Disse que considera que não existe instituição melhor do que a Câmara para divulgar o trabalho do Poder Executivo. Foi duro com as pessoas que o tem criticado e os qualificou como de oposição derrotada.

Olizandro disse muita coisa, mas, sem dúvida alguma, deve estar considerando que a escolha do nome de Paulo Horácio, pessoa qualificada, com visão e mente aberta, veio com um desafio extra a ser superado: sua condição. Antes ele fazia parte de um fechado grupo de “posição” dentro da Câmara e agora se tornou situação. Os companheiros de outrora, inclusive, não gostaram nada dessa mudança repentina e, talvez, repouse aí o principal desafio do prefeito dentro da Câmara em 2014: fazer com que os edis aceitem o seu líder de governo, até porque a administração eles já vinham aceitando.
 

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