A reportagem da página quatro desta edição chama a atenção. Chama a atenção da comunidade. Chama atenção dos usuários. Chama a atenção dos políticos e deveria chamar, muito, a atenção da administração municipal. Isto porque faltam remédios nos postos de saúde da rede municipal, aqueles que integram a chamada cesta básica. E isto, em hipótese alguma, poderia acontecer.

É assustador que a falta de planejamento chegue a este ponto, principalmente porque alguns desses medicamentos são de uso contínuo. Logo, se os pacientes deixarem de utilizá-los, passam a correr risco de morte. Agrava o problema, o fato de muitos dos usuários que os pegam nos postos, não possuirem a condição financeira de adquirir estes remédios em farmácias particulares.

Como não poderia deixar de ser, esses problemas estão sendo postos na conta da crise financeira vivida pelo Município, que, ao longo dos últimos anos, adotou um padrão de gastos que já não é mais suportável, inclusive na saúde. Porém, passado um ano da descoberta da crise, já era momento de que a conduta, a estrutura de gastos e as políticas públicas fossem realinhadas à nova realidade, o que não estamos vendo.

O Município precisa urgentemente de um plano para essas áreas essenciais ao cidadão, como é a saúde. O sujeito não pode chegar num centro médico, ser atendido e, ao chegar à farmácia do local, descobrir que o medicamento que deveria estar naquela prateleira não está e, pior, o atendente não saber dizer quando vai chegar. Com saúde, senhores gestores, não se brinca! Pensemos nisso e boa leitura.
 

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