Benesses concedidas no passado sem um critério técnico são os maiores vilões da Prefeitura nesta etapa de implantação do Plano

O Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) era uma reivindicação do funcionalismo público municipal. Depois de muitas discussões, ele foi finalmente implantado no início de janeiro. Com o primeiro contra-cheque nas mãos começaram as reclamações de uma minoria de servidores. Estas reclamações ganharam eco quando os funcionários foram reclamar com seus chefes imediatos, os secretários, e descobriram que a maioria destes não conheciam direito o conteúdo do Plano. Desde quinta-feira passada, o assunto nas repartições públicas municipais da cidade é o PCCV.

A maioria do funcionalismo foi beneficiada pelo Plano e ponto. Porém, uma minoria, que teve seus salários reduzidos começaram a fazer barulho. Até greve ameaçaram. Aos poucos a situação está sendo normalizada. Aqueles que tinham razão de reclamar estão tendo seus casos estudados. No entanto, sobraram aqueles que tiveram seus salários reduzidos porque eram beneficiados por um número excessivo de horas-extras ou porque recebiam gratificações concedidas a bel prazer de seus chefes, sem critérios técnicos e sim políticos. Este tipo de funcionário o PCCV não contempla. Muito pelo contrário.

É normal do ser humano revidar quando se sente ameaçado. E, é isto que os prejudicados estão fazendo. O grande problema é que a reclamação destes não encontra amparo legal. As benesses a que estes servidores tinham direito eram muitas e concedidas há tanto tempo que estas pessoas pensaram que nunca deixariam de receber tais valores. Isto fez com que eles programassem suas vidas levando em conta estes salários muito acima do vencimento-base, que consta no contra-cheque.

São vários os casos de funcionários que financiaram carro e casa considerando os salários que recebiam com o excessivo número de horas extras e gratificações não muito criteriosas. Agora que estes valores foram retirados o salário não dá para pagar os compromissos assumidos. Porém, isto não é culpa do PCCV e sim da falta de planejamento destes funcionários e de antigos administradores de nossa cidade, que concederam tais benesses.

A maioria aprovou
A grande maioria beneficiada com o Plano não tem problemas em defende-lo. É o caso da auxiliar administrativa Maria Inês Cantelle. No próximo dia 2 de fevereiro ela completa vinte anos de Prefeitura. “Em todo este tempo nós sempre discutimos a necessidade de um Plano de Carreira e só agora ele saiu. Isto é muito bom para todos nós que acreditamos no funcionalismo e fazemos dele a nossa profissão”, diz.

“Com a implantação do PCCV meu salário até caiu um pouco, mas isto compensa, pois foram incorporados ao meu salário-base diversos benefícios e, agora, ninguém vai poder tirar isto de mim”, pondera Inês. Ainda segundo ela, o PCCV valoriza o funcionalismo público municipal. “Funções como a de diretor de departamento só poderão ser ocupadas por funcionários efetivos. Isto é o reconhecimento da competência, acima dos acordos políticos”, finaliza

Outra funcionária que também ficou satisfeita com o Plano foi a servente Olinda de Souza Ferreira. “Além de meu salário ter aumento um pouco, o abono e outras gratificações que eu tinha agora fazem parte do meu salário-base. Ou seja, o valor da minha aposentadoria também subiu”, comemora. Dona Olinda já trabalha há vinte anos na Prefeitura.

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