Estou incomodado com a notícia do assassinato do guarda municipal Carlos Alberto Fuchner. Não posso dizer que era seu amigo, mas por diversas vezes conversei com ele. Eram bate-papos interessantes, em que o guarda demonstrava gostar muito do que fazia.

Quando eu trabalhava na Secretaria de Administração, por exemplo, lembro de situações em que estava conversando com o secretário Marco Aurélio ou o próprio Mário Torres e ele entrava na sala, dava uma ajeitada na farda, falava "com licença" e vinha logo contando algo que, pelo menos para ele, parecia ser muito importante. Era legal ver aquilo. Era gratificante tê-lo como companheiro de serviço público, pois Fuchner era interessado e tinha o que falta a muitos colegas: iniciativa. Ou melhor, boas iniciativas!

E talvez seja justamente pelas qualidades que sempre vi nele, que eu tenha me sentido tão mal ao ver seu corpo, ali, inerte, dentro de uma ambulância do Siate. Ele não merecia ter sua vida ceifada daquela maneira. A família dele não merece ser alijada da presença da figura do pai e marido de maneira tão abrupta. Do mesmo modo, sem querer parecer egoísta, vez que a nossa dor é infinitamente menor do que a dos seus entes queridos, nós, funcionários públicos municipais não merecíamos perdê-lo.

Nos resta agora desejar força à família para superar este momento tão triste e torcer para que os órgãos de segurança prendam o culpado por tal atrocidade.

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