Preço mínimo da gasolina cai para R$ 2,49 em Araucária

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Preço mínimo da gasolina cai para R$ 2,49 em Araucária
Em apenas uma semana o litro baixou R$ 0,22

Há algumas semanas, os consumidores de Araucária estavam preferindo abastecer seus veículos em Curitiba onde o preço médio do combustível estava muito mais barato do que em Araucária. Porém, o valor do litro da gasolina apresentou uma queda nesta semana e os postos do município já puderam perceber um aumento significativo no movimento.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no dia 19 de junho, o preço médio da gasolina nos postos de Araucária era de R$ 2,71. Nesta quinta-feira pela manhã, de acordo com pesquisa realizada pelo Jornal O Popular, o valor mínimo da gasolina na cidade chegou a R$ 2,49. Ou seja, em uma semana o litro ficou R$ 0,22 mais em conta.

Para se ter uma ideia do que representa esta redução de preço, se um cliente fosse completar o tanque de um automóvel com capacidade para 50 litros, por exemplo, no dia 19 gastaria R$ 135,50. Já na quinta-feira, a mesma quantidade de gasolina custaria R$ 124,50. Uma economia de R$ 11. “Já senti no bolso a diferença. Uso o carro para trabalhar e, por isso, gasto muito com gasolina. Essa redução foi muito bem vinda”, disse o representante comercial Adair P. Ribeiro.

Porém, são apenas os motoristas que estão tendo motivos para comemorar. Conforme explica o proprietário de um posto de combustíveis de Araucária, os estabelecimentos foram obrigados a diminuir a margem de lucro para poder ter competitividade com a capital. “Estávamos perdendo nossos clientes para Curitiba. Não tive outra saída a não ser reduzir todo o meu lucro”, disse Isac Fialla.

Segundo o empresário, as distribuidoras de combustíveis praticam preços diferentes entre os municípios. Isac afirma que a mesma distribuidora vende mais barato para os postos de Curitiba e mais caro para os de Araucária. “Não concordo com esta prática. Desta forma somos prejudicados”, lamentou.

A redação do Jornal O Popular entrou em contato com duas distribuidoras que fornecem combustíveis para os postos da cidade, para saber por qual motivo há essa diferenciação na hora da venda, mas ninguém quis falar sobre o assunto.

A assessoria de imprensa do Sindi Combustíveis PR informou que também não poderia falar sobre esta prática e que as próprias distribuidoras deveriam se manifestar.

A ANP, através da sua assessoria de imprensa, explicou que não regula o preço praticado pelas distribuidoras, mas que realiza um acompanhamento semanal e divulga a pesquisa no site www.anp.gov.br no link levantamento de preços. Caso este levantamento apresente dados que levem a suspeitar de cartel ou de outro tipo de infração econômica a ANP passa a investigar.

Ainda segundo informações fornecidas pela Agência, o mercado é livre, esta prática das distribuidoras não é ilegal e a ANP não pode interferir nestas negociações. O que não é permitido é cobrar preços abusivos ou muito abaixo do mercado, pois neste segundo caso a gasolina pode estar adulterada.