Prioridade de Verdade!

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Após cerca de quinhentos dias sem receber alunos, as escolas municipais de Araucária começaram a ver – mesmo que lentamente – suas salas de aula voltarem a ganhar vida nas últimas duas semanas.

Primeiro foram os oitavos e nonos anos. Esta semana foram os quintos e na semana que vem os quartos. É um retorno gradativo e seguro, como tem que ser, afinal a Covid-19 ainda esta aí e estará pelos próximos meses, até anos.
E até que vençamos completamente essa doença que mudou o modo como muitos de nós enxerga a vida, teremos que estar prontos para um frear e acelerar nessa retomada do ensino presencial.

Não invariavelmente veremos casos de surtos em algumas escolas. Devemos sim – sempre que isso acontecer – ficar atentos, suspender as aulas por determinados dias quando assim os profissionais de saúde recomendarem e, vencida a quarentena, retomar aos bancos escolares.

Admitir que essa será a nossa realidade hoje e num futuro próximo não quer dizer que a retomada deva ser postergada. Quer dizer unicamente que – devemos voltar com consciência, sabendo que os riscos existem, mas que são hoje infinitamente menores do que lá em março do ano passado, quando as formas de mitigar os contágios pela Covid-19 parecia algo impossível.

Hoje não é mais esse o cenário. O cenário atual é o de vacinados subindo consideravelmente todos os dias e o número de novos contágios estabilizados. A fotografia hoje é de uma população que sabe sobre a importância do uso da máscara, da manutenção do distanciamento social e do álcool gel. O panorama do retorno às aulas é o da existência de insumos para mitigação de casos.

Logo, não voltar, não dar essa chance à retomada presencial é seguir condenando uma geração inteira a sub da sub educação, já que a educação antes da pandemia já não era lá essas coisas. Sigamos firmes, buscando tratar a educação como prioridade de verdade, exigindo de todos os seus atores (gestores, pais, professores, comunidade escolar) que façam o seu papel para que as aulas presenciais aconteçam com segurança! Boa leitura!

Publicado na edição 1276 – 26/08/2021