Prefeitura enviou representantes até o local para repassar orientações aos ciganos.

Elas lêem as mãos e anunciam a sorte. Vestem-se com longos vestidos coloridos, enfeitam-se com muitos colares e andam em pequenos grupos. Quando bons negócios se avistam nas proximidades, o chão vira acampamento e as lonas viram barracos, que por sua vez representam seus lares. Assim são os ciganos, um povo sem parada, que onde se instala desperta a curiosidade, mas que em alguns casos também acaba causando alguns transtornos.

Isso é o que está acontecendo com um grupo de ciganos que há algumas semanas instalou-se nas proximidades do CSU e cuja presença acabou incomodando alguns vizinhos. Os feirantes que trabalham no local nas quartas-feiras contaram que os ciganos danificaram o hidrômetro de onde eles retiram a água para utilizar durante a permanência da feira.

Ainda de acordo com os feirantes, os ciganos abriram o relógio e como não conseguiram conter a água, entupiram os canos com papéis. “Isso não é justo, nós sempre usamos aquela água de forma racional e agora eles vêm aqui e fazem esse estrago. Nós temos autorização para montar a feira e eles, têm autorização para instalar suas barracas aqui?”, reclama um dos feirantes.

Sem parada
O cigano que se identificou para nossa reportagem como Pedro Souza da Silva, de 66 anos, disse que a Prefeitura autorizou o grupo a utilizar a água e a luz e que eles pagam por isso. “Não temos parada fixa, ficamos um tempo aqui, outro tempo ali, mas logo sairemos daqui. Não queremos incomodar ninguém, só viemos à trabalho. Não costumamos ficar muito tempo num só lugar, isso está no sangue do cigano”, comentou.

Sobre a decisão de vir para Araucária, Pedro explicou que os ciganos já conhecem os pontos certos para fazer negócios e a decisão de se instalar num determinado local sempre vem de última hora, nada é planejado.

Na tentativa de amenizar o problema entre as duas classes, ontem (22) à tarde, a Prefeitura enviou ao acampamento, representantes das secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura, para conversar com os ciganos e orientá-los sobre o uso correto da água e também sobre a separação correta do lixo, medidas que visam manter o local em boas condições. Segundo a assessoria de comunicação social da PMA, a intenção não é provocar divergências entre as partes, mas fazer com que todos sejam atendidos.

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