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Servente mata mestre de obra

Marco Charneski

Servente mata mestre de obra
Investigadores encontraram o corpo de João no buraco e bombeiros
o resgataram na tarde de quarta

O mestre de obras João Maia, 40 anos, e o servente de pedreiro Alberi Amaral Branco, o Bili, 38, estavam trabalhando em uma obra na Chácara do Mulinha – na localidade rural de Fundo do Mato (Contenda), que faz divisa com Guajuvira de Cima (Araucária). Para a Polícia Civil, na noite de segunda-feira, dia 7, os dois teriam se embriagado, se desentendido e, na briga, o servente teria dado uma martelada na testa do mestre, jogado o corpo dele em uma fossa e fugido.

Procura
O dono da Chácara, Edson da Silva, conta que João Maia e Bili passavam a semana no local e o final de semana na casa deles. “O Bili me procurou na terça-feira de manhã, disse que o serviço deles estava quase terminando e me pediu um dinheirinho”, conta o patrão. “A mulher do João já havia me telefonado antes para contar que ele havia se desentendido com o Bili. Eu desconfiei de alguma coisa errada e resolvi vir até a Chácara”, ele continua.
Quando chegou ao local, Edson não encontrou João e nem Bili e se assustou ao perceber manchas de sangue por toda a casa. “Eu fui ao hospital procurá-los, porque se fosse uma confusão sem maiores consequências eu não precisava mexer com a Polícia”, fala o dono da Chácara. Como não conseguiu localizar nenhum dos dois, ele esteve na Delegacia de Polícia Civil e relatou o que sabia. O delegado titular, Rubens Recalcatti, imediatamente, encarregou uma equipe de investigar o fato.

Descoberta
Dentro da casa, os investigadores encontraram travesseiro, colchão, garrafa de bebida vazia e também em um martelo com manchas de sangue; e, do lado de fora, uma enchada com tufos de cabelo. Eles desconfiaram de um canto com terra remexida e descobriram, sob táboas de madeira, a fossa em que estava o corpo de João, vestido só de cueca, com os pés para fora d´água, encoberto por roupas, lençóis e colchas – que uma equipe do Corpo de Bombeiros resgatou.
Segundo Edson, é provável que Bili tenha deixado a chácara em uma Belina, de cor prata, ano 87 e com placa de Itapoá. De acordo com Recalcatti, ele morava em Araucária com a família e há informações que ele ainda esteja por aqui. “Surgiu um 3º elemento envolvido neste crime. Já sabemos quem ele é e estamos procurando por ele e por Bili”, conta o delegado.

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