Embora não tenhamos a data desta foto, podemos afirmar que ela é anterior a 1953, pois foi nesse ano que a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, localizada na Praça Dr. Vicente Machado, no Centro de Araucária, teve sua reforma ou reconstrução iniciada. Essa obra transformou totalmente o interior da Igreja Matriz, deixando-a como a conhecemos atualmente.

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A Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios foi construída no início dos anos 1800 pelo Padre Francisco Soja (a letra “J” do sobrenome tem pronúncia de “I”) e só recebeu a estrutura de capela em 1937. Porém, ela não é a igreja mais antiga de nossa cidade. A primeira é a de São Miguel, também construída pelo saudoso Padre Francisco Soja, que, como imigrante, sempre esteve presente para receber os novos imigrantes que fizeram parte da história e do desbravamento de Araucária.

Pela data da primeira construção e a da reforma ou reconstrução, em 1953, esse altar esteve ali por mais de um século.

Pode ser que haja algum erro quanto a essas datas.

E foi diante deste altar centenário que o casal Manoel F. Luiz e Bertha Cantele comemorou suas Bodas de Prata, renovando os votos de 25 anos de casamento. Aqui vemos o casal: ele, à esquerda do padre, ao lado de sua mãe, que revela, pelos trajes, estar de luto; ela, à direita do padre, junto aos seus pais.

Nesta foto, visualizamos o altar da antiga Igreja Matriz, que era uma das mais belas lembranças de nossa cidade. Caprichosamente trabalhado em madeira, com entalhes delicados e nichos onde ficavam as imagens dos santos, era rodeado de velas, anjos e vasos com flores, que eram diariamente substituídas pelas freiras da Ordem Vicentina.

Esse altar também foi demolido e substituído por outro, mais simples e construído em alvenaria.

Na época, as missas eram realizadas em latim, e o padre permanecia voltado de frente para o altar e de costas para os fiéis. Assim, todos oravam de frente para Deus. Durante o sermão, o sacerdote subia alguns degraus de uma escada ao lado do altar para chegar ao púlpito.

Era uma obra clássica, na qual, naturalmente, os noivos e aqueles que renovavam seus votos se uniam a uma decoração que hoje já não existe mais.

Texto de responsabilidade de TEREZINHA DE SOUZA POLY — administradora da página Araucária, uma Cidade, uma Saudade, do Facebook.

Edição n.º 1953

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