Os cortes promovidos pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) no transporte escolar têm sido alvo de diversas reclamações de pais, alunos e professores. Eu mesmo critiquei a Prefeitura no que diz respeito à suspensão da carona para os docentes que lecionam nos colégios da área rural que não são abastecidos regularmente pelo sistema de transporte coletivo.

Tantas têm sido as reclamações, e algumas as manifestações, que travei alguns debates nos últimos dias com conhecidos meus sobre o assunto. Isto porque, particularmente, penso que a Prefeitura não deveria oferecer ônibus escolares para atender alunos e professores de colégios estaduais, vez que tal responsabilidade seria do Governo do Estado e ponto final.

Do mesmo modo, acredito que o transporte para as crianças da rede municipal só deveria acontecer quando não houvesse vagas em escolas instaladas nas próprias comunidades onde o aluno residisse. E quando tal locomoção fosse necessária, o Município já deveria trabalhar para que a unidade do bairro recebesse a ampliação necessária para comportar mais discentes o quanto antes.

Embora tenha opinião formada a este respeito e ela seja quase que totalmente favorável ao modo como a Secretaria de Educação passou a agir a partir deste ano, penso que a forma adotada pela SMED para implantar os cortes no transporte escolar foram completamente errôneas, para não dizer desastrosas. Isto porque o benefício já era concedido aos alunos há vários anos. Ou seja, era praticamente um “direito adquirido” de alunos e professores. Logo, não poderia ter sido cortado do modo como foi.

A falta de planejamento da SMED neste caso prejudicou centenas de famílias, que não prepararam seu orçamento doméstico para o custeio de vales-transporte. Ora, mudanças como essas devem ser discutidas amplamente com a comunidade escolar. Se o plano era podar o “escolar” em 2011, que se começasse a preparar pais e alunos dois anos antes. E mais: se a Prefeitura chega à conclusão de que o transporte dos estudantes e professores de instituições estaduais é obrigação do Governo do Estado, que promovesse reuniões entre a população e representantes dessas esferas para explicar que está devolvendo a obrigação (que nunca deveria ter se metido a besta de pegar) ao seu legítimo dono. Mas, não, em Araucária parece que tudo é feito nas coxas. Ninguém discute nada, ninguém planeja nada. De um dia para o outro é preciso “racionalizar” recursos. De uma noite para outra o que durante anos foi legal passa a ser ilegal. De uma hora para outra a receita começa a cair, mesmo que os números demonstrem exatamente o contrário. Enfim, aqui, as coisas simplesmente acontecem… simples assim e o povo que se dane!

E você, amigo leitor, o que pensa sobre o assunto? Dê sua opinião e até semana que vem!

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