Próximo domingo, 25/10, terá fim uma grande batalha eleitoral entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Mas será que a guerra espiritual também chegará ao fim? Creio que não. Essa se arrastará ainda por um longo tempo, independentemente de quem vença.

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Existe um princípio chamado “Correspondência”, que diz: tudo o que está embaixo está em cima. Tudo o que acontece na Terra também se projeta no céu, de forma análoga.

Esse princípio está descrito no livro O Caibalion, que apresenta sete leis herméticas e propõe reflexões sobre a interligação entre microcosmo e macrocosmo: o que acontece em uma escala menor, como o ser humano, o átomo ou uma célula, espelha o que acontece em uma escala maior, como o planeta, a galáxia ou o universo.

Esses dois candidatos à Presidência não batalham somente um contra o outro: arrastam, em média, 50 milhões de brasileiros de um lado e 48 milhões do outro. São dois grupos de milhões de pessoas vibrando emoções como raiva, intolerância, insatisfação e espírito de confronto.

Imagine que cada pessoa inflasse cinco balões com suas emoções negativas. Agora, multiplique isso por milhões. Quanta carga espiritualmente negativa estaria disponível no céu, ou no campo espiritual?

Isso significa que um presidente será eleito no domingo, mas a construção espiritual dessa guerra não terminará. Afinal, a quantidade de energia negativa projetada levará muito tempo para se dissipar.

O que mais sentimos ao longo dessas eleições foram ofensas, piadas, sarcasmos, fotos ridicularizando candidatos indesejáveis, escândalos e imagens que transformam a figura humana de um candidato em algo desumano. Tudo isso desperta emoções em nós e, nessa perspectiva espiritual, gera descargas energéticas em nosso campo coletivo.

Será que os espíritos dos mortos se envolvem nisso?

Bem… imagine os espíritos, considerados seres de natureza energética, recebendo um volume gigantesco de bolsões de energia (os balões do nosso exemplo) enviados pelos vivos. É quase como se um tsunami engolisse uma ilha. Não há separação.

Isso significa que, assim como bons espíritos podem nos ajudar a esfriar os ânimos, a não ofender, a não atacar e a respeitar a opinião alheia, espíritos perversos podem incitar a baderna e a depredação do patrimônio público, como ocorreu em 8 de janeiro de 2023, quando criminosos invadiram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, e destruíram bens públicos.

As eleições daquele período já haviam terminado, mas, nessa leitura espiritual, a guerra não: ela ainda se arrasta, três anos depois.

Pessoas mediunizadas ou mais sensíveis ao campo espiritual podem sentir, nesta semana, dores inexplicáveis, irritabilidade acentuada (mesmo sem motivo aparente), vontade de chorar, tristeza súbita sem causa psicológica clínica identificada, exaustão ou falta de energia.

Meu conselho é que essas pessoas, até as eleições, façam banhos energéticos com folhas de boldo, do pescoço para baixo, antes de dormir. Na tradição espiritual, o boldo é associado ao apaziguamento do campo energético e pode integrar um ritual simbólico para aliviar tensões acumuladas.

Conciliado a isso, independentemente da sua crença, faça suas preces e evite consumir excessivamente o material ofensivo que circula nas redes. Talvez este seja o momento de ler propostas políticas sem entrar na bolha do ódio.

Nem todo mundo é do bem! Há pessoas que esperam encontrar alguém com uma opinião diferente da sua (seja sobre um time adversário, um candidato ou um partido político) para usar isso como pretexto e despejar toda a raiva ou o desdém que sentem por você.

Não caia nessas armadilhas. Votar é um ato importantíssimo, mas viver a paz espiritual é uma escolha diária.

Que sua bandeira espiritual seja o branco da paz!

Boas eleições.

Edição n.º 1955

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