“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”. Embora seja esta uma garantia prevista na Constituição Federal do Brasil, não são poucos os casos de pessoas e instituições que tentam, dos mais variados modos, calar a opinião divergente.

Ao longo de seus quase dezesseis anos de circulação ininterrupta, O Popular do Paraná volta e meia se deparou com tentativas de censura. A mais recente delas partiu do Sindicato dos Professores de Araucária, o Sismmar, que recorreu ao Judiciário para tentar calar – na marra – um de seus colaboradores.

A tentativa, porém, não surtiu efeito, e a entidade sindical viu o Poder Judiciário, numa decisão irretocável, afirmar com todas as letras que o que o Sismmar queria era censurar o direito constitucional à liberdade de expressão.

Derrotados em seu intento ditatorial, o Sindicato dos Professores tentou explicar aquilo que não tem explicação, afirmando que jamais tentou censurar a imprensa local. Obviamente, a explicaçãozinha não colou. E não colou porque a comunidade araucariense, cada vez mais, usufrui o direito à livre manifestação do pensamento, seja nas redes sociais, nas conversas com os vizinhos e nas reclamações trazidas à tona justamente pela imprensa local.

Vivemos num país livre, numa democracia plena e é triste quando um sindicato que justamente usa e abusa desses direitos constitucionais, trancando ruas, paralisando aulas para manifestar, ou mesmo gritando sobre um caminhão de som para todos ouvirem, mesmo aqueles que não querem, utiliza de um instrumento tão baixo quanto a censura para tentar coagir aqueles que, em determinados aspectos, não concorda com a pregação sindical.

A esperança de O Popular é que o Sismmar tenha aprendido com a derrota que sofreu na Justiça, deixe de tentar perseguir os divergentes, volte seus olhos à defesa dos interesses da categoria e, se sobrar um tempinho, também brigue pela melhoria da qualidade de ensino de nossas escolas. Pensemos todos nisso e boa leitura!
 

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