A história da Isabel Veloso ficou muito conhecida pelo país nos últimos anos. Natural de Dois Vizinhos, no Paraná, a influenciadora compartilhava na internet sua rotina de tratamento de um linfoma de Hodgkin, além do dia-a-dia com a família. A jovem faleceu no último sábado, 10 de janeiro, aos 19 anos, em Curitiba. O estágio do câncer era avançado e Isabel estava recebendo cuidados paliativos. A paranaense deixou o marido, Lucas Borbas, de 29 anos, e o filho Arthur, de apenas um ano.

Mesmo sendo bastante empregados nos tratamentos de câncer, muitas pessoas ainda desconhecem sobre como funcionam os cuidados paliativos (tratamento paliativo) e em quais situações são requisitados. Visando levar esse conhecimento à comunidade, o oncologista clínico Rodrigo Azevedo Loureiro, cooperado Unimed e cooperado IOP, da Clínica São Vicente, explica algumas questões
Segundo ele, o tratamento paliativo é uma área da saúde que possui o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras de doenças graves e incuráveis. “Idealmente deve ser oferecido ao paciente desde o seu diagnóstico, aliviando o sofrimento físico, emocional, social e espiritual. Para qualquer paciente que possua uma doença grave e incurável deveriam ser oferecidos profissionais especializados em cuidados paliativos. Muito comum em doenças neurológicas, cardiológicas e pneumológicas”, explica o médico.

O tratamento paliativo age em várias partes da vida do paciente, não apenas fisicamente, mas também na parte social, espiritual e emocional. O doutor descreve que esse método de tratamento também enxerga e cuida da rede de apoio que cerca o paciente. Em outras áreas da saúde, o foco é apenas a pessoa que está doente. Porém, os paliativistas têm muita preocupação com a família e os cuidadores.

“Geralmente, a equipe de cuidados paliativos conta com médico, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista. É realmente uma equipe multiprofissional para ajudar essas pessoas. É possível conciliar o tratamento paliativo com tratamentos curativos, mas o foco desses profissionais é em doenças crônicas”, destaca o doutor Rodrigo.

Oncologista explica como funcionam os cuidados paliativos para pacientes
Tratamento paliativo visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes

Na maioria das vezes, os pacientes precisam de cuidados especiais por terem dificuldades com locomoção, ostomias, risco de feridas, além de precisarem de vias alimentares e até mesmo de oxigênio. “A maioria dos pacientes têm baixa autonomia, precisando de supervisão na maior parte do tempo, além de camas, cadeiras de banho específicas para cada caso. As famílias precisam se organizar para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente. Todos esses fatores são avaliados e orientados pela equipe de cuidados paliativos”, finaliza.

SERVIÇO

O oncologista clínico Rodrigo Azevedo Loureiro atende a partir de 16 anos, e atua com o CRM 26310, sendo cooperado Unimed e cooperado IOP, na Clínica São Vicente, que está localizada na Rua São Vicente de Paulo, n.º 250, no centro de Araucária. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000, e o site da Clínica é o www.csv.med.br.

Edição n.º 1498. Victória Malinowski.