Dr. Emerson Albertasse: O Preço que o Sul Paga para Sustentar Brasília
Você acorda cedo, trabalha, paga um dos impostos mais caros do mundo e espera que esse dinheiro volte em forma de asfalto, hospital funcionando e escola de qualidade. Mas você já parou para pensar em quanto do nosso dinheiro realmente volta para a nossa casa?
Você acorda cedo, trabalha, paga um dos impostos mais caros do mundo e espera que esse dinheiro volte em forma de asfalto, hospital funcionando e escola de qualidade. Mas você já parou para pensar em quanto do nosso dinheiro realmente volta para a nossa casa?
O nosso sistema de impostos é feito para tirar de quem produz e mandar para Brasília. Mas a conta fica assustadora quando olhamos para os números reais de tudo o que a União gasta por aqui: somando repasses para prefeituras, aposentadorias do INSS, salários de servidores e obras.
Vamos deixar a matemática bem simples:
A Região Sul inteira produziu e mandou R$ 315 bilhões para Brasília, mas só viu voltar R$ 132,3 bilhões. O Paraná gerou R$ 108 bilhões e recebeu de volta minguados R$ 38,9 bilhões.
Mas o verdadeiro absurdo acontece aqui do nosso lado, em Araucária. Impulsionada pelo nosso polo industrial e pela refinaria, a nossa cidade enviou a bagatela de R$ 14 bilhões para o Governo Federal. Sabe quanto voltou para cobrir todos os gastos e investimentos na cidade? Apenas R$ 1,05 bilhão.
Parece confuso? Então olhe para o seu bolso:
- De cada R$ 1,00 que a Região Sul manda para Brasília, o governo devolve 42 centavos.
- De cada R$ 1,00 que sai do Paraná, voltam apenas 36 centavos.
- E de cada R$ 1,00 que Araucária produz… acredite se quiser, voltam apenas 7 centavos!
Nós estamos sustentando a máquina federal e recebendo troco em troca.
O problema é que esse modelo centralizador não é apenas injusto: ele é a ferramenta perfeita nas mãos de quem governa olhando para alianças partidárias em vez das necessidades do país.
Enquanto o Paraná amarga um retorno de 36% e Araucária míseros 7%, a história do outro lado é bem diferente. Nos estados governados pelo PT, o menor retorno registrado não fica abaixo dos 130%. Há estados que chegam a receber 260% de tudo o que enviaram: ou seja, recebem mais do que o dobro do que produzem.
A conta não fecha e a mensagem é clara: a riqueza gerada pelo trabalho do sulista e pelo suor do trabalhador de Araucária continua sendo drenada. Caso o governo atual se reeleja neste domingo e mantenha a máquina em Brasília nas mãos do PT (com o Sul governado por opositores), os próximos quatro anos prometem ser ainda mais duros para quem realmente carrega este país nas costas.
Edição n.º 1955
