Foi algo mais ou menos como “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”, que Benjamin Parker disse a seu sobrinho Peter Parker num dos primeiros episódios da série em quadrinhos Homem Aranha. Pra quem não sabe, o Homem Aranha é o alter-ego de Peter Parker.
 
Embora a frase de Tio Ben seja clássica no mundo dos quadrinhos, ela também pode ser aplicada com precisão na nossa política. Um cargo público é revestido de muito poder. Logo, quem o ocupa tem grandes responsabilidades. Ou pelo menos deveria ter.
 
Ao assumir qualquer função pública, o político deveria passar a ser o super herói do cidadão comum, da democracia e do estado de direito. No entanto, não é isso que muitas vezes vemos por aí. Há gestores públicos que estão mais para vilões do que para heróis.
 
Colocamos um prefeito no poder para que ele conserte estradas e não para que beneficie a empresa que conserta estradas, (sabe-se lá com quais intenções). Colocamos um vereador na Câmara para garantir que o processo que resultou na contratação de tal empresa esteja revestido de legalidade, moralidade e transparência e não para que ele indique uma empreiteira para fazer o serviço de olho em vantagens que não podem ser ditas a luz do dia.
 
É esta lógica que muitos dos nossos políticos fingem não entender. Eles pensam que ganharam grandes poderes para ajeitarem a própria vida, a de parentes e dos “chegados”… A cidade e seus moradores que se danem…
 
Quem conhece as histórias do Homem Aranha sabe que ele aprendeu da pior maneira possível o que acontece quando não se faz a coisa certa com seus grandes poderes. A omissão de Peter Parker custou a vida de seu tio, Ben.
 
Por sua vez, a omissão dos políticos também custa milhares de vidas. A diferença é que, ao contrário de Parker, eles estão pouco se lixando para as vidas perdidas. Estes gestores não estão nem aí se o buraco na estrada mal-consertada causou um acidente que matou seu filho, irmão ou outro parente qualquer. Pra eles tanto faz.
 
É justamente neste ponto que a realidade se separa da ficção. Se a vida fosse uma história em quadrinhos os políticos (teoricamente super heróis) errariam apenas uma vez. Mas como não é, não devemos esperar que eles se arrependam. É por isso que precisamos ficar vigilantes sempre e, da primeira vez que algum deles errar, meter-lhes um pé bem dado. Político não deve ter segunda chance, pelo menos não na vida pública. Do contrário, não haverá criptonita (ih, já estou mudando de história) que os enfraqueça e seja capaz de tirar-lhes do poder.
 
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