“O mercado é muito melhor do que se possa imaginar”, garante Dilmara. Foto: Marco Charneski

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO – 132 ANOS

Há mais de 30 anos no mesmo endereço, o Bazar Aliane é um daqueles comércios que resistem ao tempo, preservando as características de um armazém antigo. Reunindo cerca de 5 mil itens, o bazar, além de consertar panelas, também vende o produto. O negócio é familiar e já está na sua segunda geração. “Resistimos ao tempo porque ainda vale mais a pena consertar, do que comprar uma nova. O mercado é muito melhor do que se possa imaginar”, garante a proprietária Dilmara Cristina Scaranto, 46 anos.

A família veio de Anita Garibaldi, no Rio Grande do Sul, para Araucária em 1985 e aqui se estabeleceu. Era a sua mãe, Nelci, quem sabia fazer os consertos. De olho no mercado potencial, a família resolveu montar o negócio, “Não existe uma família que não tenha uma panela para consertar”, lembra Dilmara.
Ela ainda lembra da viagem que fizeram até São Paulo para comprar as ferramentas para o negócio. De tanto observar a mãe no trabalho, acabou aprendendo.

Os consertos são simples e em sua grande maioria são serviços como um cabo ou o pino de uma panela de pressão. “Se levarmos em conta que um conserto não sai por mais do que R $30 e que uma boa panela não custa menos do que R$150, ainda vale a pena arrumar.”, compara.

Apesar da maioria dos consertos serem feitos em panelas, Dilmara conta que, como grande parte de sua clientela vem do sítio, ela ainda arruma muito chuveiro e balde de alumínio. “São nossos clientes e amigos. Aqui, todos nós tratamos por vizinho. Somos uma grande família”, garante.
Mas o local não vive apenas da oficina. Além das peças, como borrachas e pinos de panela de pressão, ela também comercializa produtos como panelas esmaltadas e de alumínio, entre outros. “Aqui é bastante diversificado e bastante movimentado”, diz.

Mas nem sempre é panela velha é que faz comida boa. Apesar de realizar muitos consertos, o carro-chefe do bazar é a venda de utensílios para a cozinha. “Aqui não consertamos furos e nem amassados. E sou a única mulher a fazer isso na cidade”, garante.

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