É atribuído ao filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau a afirmação de quem mais demora a fazer uma promessa é quem a cumpre mais rigorosamente. A afirmação deve ser mesmo verdadeira, pois – pela rapidez como as promessas saem da boca de nossos políticos – virou coisa normal às decisões e ações demorarem a aparecer, quando aparecem.

Entre os vários problemas enfrentados atualmente pelo Município, um que já se tornou uma novela é o fechamento do Armazém da Família, que estão com as portas baixadas desde dezembro de 2012. O problema, é fato, foi herdado da gestão que antecedeu a atual. Isso, porém já não serve mais de desculpa para que não tenhamos uma solução definitiva para o caso. Solução, diga-se de passagem, que já foi prometida algumas vezes.

Como disse outro filósofo, o americano Willian James, “não existe ser humano mais miserável do que aquele em que a única coisa habitual é a indecisão”. A frase se encaixa como uma luva no que estamos vendo no caso dos armazéns da família. A Secretaria Municipal de Agricultura (SMAG), simplesmente vem empurrando o problema com a barriga e isso é inadmissível.

Ora, é preciso desatar de uma vez esse nó. Apresentar uma solução definitiva para a população, nem que seja aquela que ninguém que ouvir ou dizer. Ou seja, que o programa armazém da família acabou. Assim, pelo menos, as famílias que foram beneficiadas pelo projeto, não nutrirão mais a esperança de que as portas desses mercados voltarão a abrir.

Também impressiona a incapacidade da Secretaria de Agricultura de propor alternativas para o armazém da família. Afinal, se não é possível que ele funcione nos moldes antigos, é preciso avançar nas discussões, seja na adoção do modelo utilizado pela cidade de Ponta Grossa, que parece ter virado a muleta da SMAG sempre que o assunto vem à tona, ou mesmo na proposição de uma nova proposta de compra de alimentos subsidiados pelo poder público, talvez nos moldes da Farmácia Popular, que utilizam a estrutura de estabelecimentos privados para levar determinados medicamentos à população ou, quem sabe, a criação de um cartão de transferência de renda, parecido com o Bolsa Família. Enfim, alternativas existem, talvez o que anda faltando é vontade e competência. Pensemos nisso e boa leitura.
 

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