Realizada na noite desta terça-feira, 10 de fevereiro, a audiência pública para discutir a gestão do Hospital Municipal de Araucária (HMA) foi, digamos assim, rasa se o objetivo era entender o melhor modelo de administração para o local. Isso porque não houve apresentação de nenhum tipo de metodologia de gestão de unidades hospitalares Brasil afora. Sequer houve a explicação dos prós e contras de cada uma ou algo assim.

Traumas antigos

É preciso dizer, no entanto, que a audiência foi mesmo “pública”. Várias pessoas puderam efetivamente usar da tribuna da Câmara para falar sobre suas experiências com o HMA. E nesses relatos foram muitos os que rememoraram traumas antigos que tiveram dentro do Hospital há três, cinco, oito, dez anos atrás.

Futuro

A parte ruim da audiência foi o fato da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) ter tido apenas cinco minutos de fala. Convenhamos, é um tempo insignificante para que a mantenedora do HMA apresente sequer um diagnóstico da situação atual do Hospital. Pense então em falar sobre projetos para curto, médio e longo prazo.

Resultado

No final das contas, quem foi à audiência efetivamente para tentar entender como funciona a gestão do HMA hoje e quais seriam as possibilidades de gestão para o futuro saiu de plenário do jeito que entrou: sem resposta.

Mudanças

Embora os traumas causados pelo HMA estejam presentes na memória de muitos, jamais podemos esquecer que o hospital é um equipamento público muito importante para a população araucariense. Justamente por isso quem realmente torce para que a saúde da cidade melhore não tem como negar que – pela primeira vez – o HMA está sendo priorizado e tratado com um olhar mais técnico. E isso acontece com a obra de troca do telhado, que já está sendo executada; o mega investimentos na renovação do parque de equipamentos do local; na troca das benditas poltronas, que já foi concluída e, claro, no reconhecimento de que a gestão do HMA por meio de OS é um modelo que em Araucária não dá certo!

Edição n.º 1502.