Sempre que vou às Lojas Americanas dedico algum tempo a vasculhar o cestão de filmes vendidos a preços módicos naquele estabelecimento. Neste final de semana fiz isso e encontrei um excelente título por R$ 12,90. Comprei. O filme? Forrest Gump, o contador de histórias, de 1994.
 
Já assisti ao filme, que tem no papel de Forrest, o ator Ton Hanks, algumas vezes. Mas confesso que ao ver o longa pela enésima vez no final da tarde de domingo, me peguei a fazer comparações entre a história e um certo político local.
 
Em Araucária, também temos o nosso Contador de histórias. A diferença é que o Forrest do filme esteve presente em alguns dos principais momentos da história americana (Guerra do Vietnã e o caso Watergate, por exemplo) sempre lutando por seu país e pela vida dos seus amigos. Já o genérico araucariense, não! Podemos dizer que sua participação na história local gerou apenas o inchaço da máquina administrativa pública; a falência de uma empresa; o excesso de cargos em comissão; o subdesenvolvimento de uma cidade rica, que tinha tudo para ser de primeiro mundo; a praga do assistencialismo e outras mazelas mais.
 
O nosso Contador de histórias não é ingênuo como o Forrest original, que tinha Q.I de apenas 75, considerado abaixo da média. Muito pelo contrário. O nosso Gump é muito esperto e habilidoso, principalmente com a palavra. Entre os causos recentes contados por ele, esteve a promessa de dar um computador portátil para cada aluno da rede municipal de ensino levar para a casa. No entanto, depois de eleito, a história mudou um pouquinho. As crianças não poderão mais levar os computadores para casa. Inicialmente, serão 3.500 computadores para sete mil alunos. Ou seja, um para cada dois. O nosso Contador de histórias também disse que cada cidadão teria direito a um check-up gratuito por ano na rede pública de saúde. Lá se vai 2009 e eu mesmo não consegui agendar a minha bateria de exames ainda. E penso que nem vou conseguir. Afinal, a promessa nem faz parte do plano plurianual da Prefeitura, já aprovado na Câmara. O nosso Gump garantiu ainda que não faria nepotismo, mas manteve a prática de seus antecessores e empregou boa parte da família em cargos chaves da administração, com gordos salários. O nosso Contador de histórias afirmou que zeraria a fila por uma vaga nas creches da cidade, entretanto a espera só faz crescer.
 
É… pensando bem, não é correto fazer comparações entre o Forrest Gump original e o Gump das Araucárias. Seria uma injustiça… com o cinema.
 
Amigos leitores, eu sei que isto aqui não é a novela Viver a Vida, mas peço que vocês, caso tenham um tempinho, deixem o seu depoimento pessoal ao final do texto.

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