Conhecer alguém, namorar, casar, ter filhos. Se fosse escrever esse roteiro, dito pela sociedade como o “padrão”, Marcelo Santos não teria realizado o sonho de ser pai, ou talvez isso tivesse ficado distante dele. “Eu já segui parte desse roteiro e, infelizmente, não deu certo. Então, resolvi adotar e hoje sou um pai solo e completamente feliz”, conta.

A história de Marcelo com a adoção o motivou a fundar a ONG Reencontro, instituição de apoio à causa. E ela começou quando ele teve um relacionamento de alguns anos com uma mulher, no entanto, não chegou a se casar. Em determinado momento, o relacionamento do casal terminou e um tempo depois, ao tentarem a reconciliação, veio a gravidez. Como a tentativa de volta não deu certo, sua então companheira achou que a criança estava fora dos planos dela. Marcelo então, assumiu a filha sozinho, se tornando pai solo da sua segunda filha. Isso mesmo! Quando tentou reatar com a ex, ele já tinha adotado outra menina.

Até esse capítulo, a história já era emocionante, mas o final feliz ainda estava longe.  Marcelo, que sempre sentiu o chamado para a paternidade, entrou novamente na fila para adotar seu terceiro filho. “É claro que eu entrei na estatística inicial, queria adotar uma criança de 3 a 5 anos, este era o meu perfil inicial na segunda adoção. Quando o processo saiu, acabei contrariando minha previsão inicial e adotando o Matheus, que na época tinha 13 anos. Hoje tenho ele, com 19 anos, a Larissa com 22 anos, da primeira adoção, e a Emanuella, minha filha biológica, que tem 6 anos”, relata.

Ele afirma que mesmo se habilitando para adoção como pai solteiro, os dois processos em si foram bem tranquilos. O mais difícil foi lidar com o preconceito da sociedade por ser pai solteiro e optar pela adoção. “No início senti muita insegurança, mas tive minha família como suporte e deu tudo certo. Minha maior dificuldade hoje é dividir com meus filhos, os desafios e as decisões sérias que precisamos tomar. É claro que ainda hoje lidamos com alguns preconceitos, principalmente sobre a origem dos meus filhos, e as frases geralmente são bem doloridas. Mas com muito amor e companheirismo, tiramos isso de letra”, disse Marcelo.

Foto – divulgação

Texto: Maurenn Bernardo

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