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Esta Coluna é de responsabilidade do Sismmar e não representa necessariamente a opinião do jornal O Popular

Nesta terça-feira (15), o governador Ratinho Jr anunciou que as aulas presenciais devem voltar na rede estadual do Paraná no dia 18 de fevereiro. De acordo com o governador, as aulas voltarão no formato de “ensino híbrido”, com uma parte dos estudantes nas salas de aulas e a outra parte estudando em casa.

Com essa medida, Ratinho, mais uma vez, demonstra que está alinhado à política de morte do governo Bolsonaro. Mais uma vez coloca em risco a vida de professores, funcionários de escolas, estudantes, familiares e todos os paranaenses, já que não há qualquer indicativo de erradicação da pandemia para o início de 2021.

O Paraná hoje é um dos estados que estão em alerta devido ao aumento expressivo no número de infectados e mortos pela Covid-19. A realidade do estado são quase 7 mil mortos por coronavírus. Portanto, qualquer medida do governador e dos prefeitos do Paraná deveria ser na defesa da vida e garantia da vacina para a população.

Com a volta das aulas presenciais, Ratinho quer aumentar o caos no estado. A rede estadual de ensino do Paraná tem mais de 2 mil escolas e atende mais de 1 milhão de estudantes. Se hoje já faltam leitos de Covid em cidades como Curitiba, como ficará a situação nos próximos meses com as prováveis festas de fim de ano e volta das aulas presenciais?

O governador, bem como o seu Secretário de Educação Renato Feder, sabe que o retorno das aulas presenciais irá aumentar ainda mais as infecções e mortes por Covid-19 no estado. E é por isso que ambos estão jogando a responsabilidade para os pais dos estudantes com a proposta de “ensino híbrido”.

Ratinho quer que as aulas voltem, está ciente de todos os riscos, mas não assume a responsabilidade. Para isso, lança documentos nos quais os pais precisam se responsabilizar pela volta dos estudantes às salas de aula no início do ano letivo de 2021. Para piorar, o governador também tenta enganar a população com um discurso que ameniza a real gravidade da pandemia.

Em Araucária não é diferente. Hissam, que é alinhado às políticas de Ratinho e Bolsonaro, já provou que não se importa com a vida dos professores e demais servidores. Em plena pandemia neste ano de 2020, o prefeito promoveu um pacotaço que atacava a aposentadoria e o salário dos servidores, obrigando os trabalhadores a abandonar o isolamento social para lutar em defesa da aposentadoria e do Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA).

Caso os governos insistam em políticas genocidas, como a volta das aulas presenciais sem vacina, os professores não vão deixar de fazer a luta necessária mais uma vez. Tanto os professores do estado quanto os professores de Araucária já aprovaram, em assembleia, o indicativo de greve contra o retorno das aulas sem vacinação.

Também estamos cansados da pandemia e queremos retornar às salas de aula, mas isso precisará ser feito no momento certo com segurança, responsabilidade e compromisso com a vida. Somos contra a política de morte e o caos que os governos querem instaurar durante a pandemia que já ceifou mais de 180 mil vidas no Brasil.

Seguimos firmes em defesa da vida e da educação pública! Sem vacina, sem aula presencial!

Publicado na edição 1243 – 17/12/2020

Sem vacina, sem aulas presenciais! - notícias da Sismmar  - O Popular do Paraná
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