A Colônia Thomaz Coelho foi o principal núcleo de imigração polonesa em Araucária e um dos mais importantes no entorno de Curitiba no fi m do século XIX. Consolidou a presença polonesa, impulsionou a agricultura regional e tornou-se um símbolo da contribuição polonesa para a formação social e econômica do município.

Thomaz Coelho, a maior colônia de imigrantes poloneses das circunvizinhanças da capital, fundada por Lamenha Lins em 1876, tinha como objetivo abastecer a capital do Estado com gêneros agrícolas. Ali os poloneses viviam, trabalhavam, rezavam, sonhavam, até que, 100 anos depois, a área central da Colônia foi escolhida para abertura da Represa do Passaúna, para abastecer com água Curitiba e Região Metropolitana. Com isso, 179 propriedades de terras férteis deixaram de existir.

“Não fosse a inundação da área, ou se na época tivessem realocados os polacos dali todos juntos em um novo local, tenho certeza que hoje teríamos um polo de turismo típico nos moldes de Witmarssun ou Pomerode”, afi rma André Dreveniak, presidente da Braspol Araucária.

136 anos: Colônia Thomaz Coelho, o berço da chegada dos poloneses
Centenário conhecida na reVista aérea do bairro São Miguel e da Represa do Passaúna

RELIGIÃO

A grande religiosidade desses imigrantes aparece na construção de capelinhas em terrenos particulares. Uma delas, localizada na Avenida Centenário conhecida na região por “Capelinha de São Miguel”, foi construída em 1894, pelo imigrante polonês Miguel Gurski.

A família Gurski, ao fixar-se na Colônia, construiu inicialmente um paiol de troncos falquejados à beira da estrada, transferindo-o mais tarde para o fundo do terreno, quando construiu a casa. Construiu a Capela no mesmo local onde havia construído o paiol, à beira da estrada.

O imóvel passou por alguns proprietários e, em 1995, com o intuito de preservar a memória da imigração polonesa que tanto colaborou para o desenvolvimento do município, a Prefeitura de Araucária desapropriou amigavelmente parte da propriedade (4.643,45m²), pertencente à Tenda Espiritual de Umbanda e Candomblé Engenho de Oxalá.

A Capela foi restaurada e a casa reconstruída para abrigar o Memorial da Imigração Polonesa. Inaugurado em 17 de setembro de 1995, o espaço expõe documentos e fotos da região de Thomaz Coelho do início do século, além de fotos da década de 1980 de autoria de João Urban.

Muitas destas fotos foram publicadas no livro “A Represa e os Colonos”, editado pela Secretaria de Estado da Cultura, em 1986.

Relação de imigrantes que chegaram no Thomaz Coelho em 1876, segundo o Livro SWIERCEK, Wendelin, “A Seara do Semeador”, de 1980.

Martim e Madalena Surek

Tomaz Mazur e Julia

José Kociół e Catarina

Teofi lo Grębski e Carolina

José Opaliński e Lucia

João Rek

Antônio Wzorek e Maria

Martim Siuda e Madalena

André Soczek e Maria

Augusto Przepióra e Helena

Paulo Przybyła e Vitória

André Przybyła e Madalena

Teofi lo Kośny e Isabel

João Prudło e Francisca

Inácio Barszczewski e Maria

Estanislau Ziomek e Agueda

Alberto Surek e Francisca

Constante Patla e Catarina

Antonio Tokarski e Hedviges

Alberto Tokarski e Madalena

Martim Deda e Anastacia

João Krasiński, viúvo

Tomé Skroch e Teresa

Paulo Soczek e Susana

Antonio Salzbrun e Maria

Nicolau Waleczko e Margarida

Valentim Pogrzeba e Catarina

Carlos Macioszek e Sofi a

Lourenço Czulik e Catarina

Alberto Lenart e Tecla

Edição Especial – Aniversário de Araucária: 136 anos.