Com o início da Quaresma, a Igreja Católica deu início à Campanha da Fraternidade de 2026. Há mais de sessenta anos, esta iniciativa busca promover a mensagem evangélica e a justiça social, com ações que se estendem ao longo do ano. A campanha de 2026 é voltada a um dos direitos fundamentais, e muitas vezes violados, em nossa sociedade: o direito à moradia digna.

Sob o tema “Fraternidade e Moradia” e com o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a mensagem da campanha será levada a todos os fiéis das paróquias e capelas de Araucária, a partir da Quarta-feira de Cinzas (18) e início da Quaresma, com o objetivo de amplificar a voz da Igreja diante da crise habitacional.

Segundo o Padre Elves Allano Perrony, Assessor Diocesano da Equipe de Campanha, o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026 é promover, a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna como prioridade de direito, junto aos demais bens e serviços essenciais a toda a população.

“A proposta não é gerar polarizações, mas despertar consciências, fortalecer vínculos comunitários e impulsionar ações concretas nas paróquias, dioceses e comunidades. Diante desse chamado, somos convidados a compreender que a moradia não é apenas um teto, mas um sinal concreto de amor, justiça e fraternidade. Onde falta casa, falta segurança; onde falta dignidade, falta paz social. A Campanha da Fraternidade 2026 nos recorda que a fé cristã se torna autêntica quando se transforma em compromisso concreto com os que mais sofrem’, afirma Padre Elves.

O sacerdote ainda crê que o tempo quaresmal é a ocasião de conversão do coração e também das estruturas. “Que nossas comunidades se tornem espaços de acolhida, solidariedade e partilha. Que saibamos unir oração e ação, espiritualidade e compromisso social. E que, inspirados por Cristo que veio morar entre nós, possamos trabalhar para que ninguém fique sem casa, sem dignidade e sem esperança. Assim, caminhando juntos, construiremos uma sociedade mais justa e fraterna, sinal do Reino de Deus já presente entre nós”, declara.

Edição n.º 1503.