Quando chega algumas datas especiais como agora estamos em pleno Carnaval, não há como deixar de sentir falta dos bailes que haviam em Araucária e eram realizados principalmente nos clubes sociais e associações recreativas que realizavam de sexta até a madrugada da quarta-feira de cinzas.

Os Bailes de Carnaval em nossa cidade eram realizados somente no interior dos clubes, e em décadas passadas haviam dois clubes no centro considerados grandes, mas existiam outros tantos espalhados em bairros e Colônias da cidade, todos sempre com grande número de participantes. Os bailes chamados normais, ocorria, sempre nos sábados, mas na época do carnaval todos os dias os clubes abriam suas portas, pois há aquelas divisões do dia onde a parte da tarde era a vez das crianças, e nestas matinês as crianças eram acompanhadas de seus pais e irmãos que naturalmente aproveitavam muito mais que os pequenos que estavam mais interessados na sua fantasia, nos confetes e serpentinas.

Nesta imagem vemos uma das noites de carnaval realizado no salão da Sociedade Operária Beneficente de Araucária – SOBA, que desde os anos 50 esteve estabelecida na Rua Dr. Victor do Amaral, e assim como o dia era das crianças as noites era dos adultos, e ali os que se encontravam não eram somente associados, eram amigos, familiares que passavam a noite até a madrugada cantando e pulando os dias de carnaval, eram os animados foliões de salão. E aqui está mais uma lembrança da agora extinta Sociedade Operária Beneficente de Araucária – SOBA.

Na foto, temos justamente o baile que reunia um número grande de pessoas que tomavam conta do salão decorado com figuras carnavalescas. A frequência dos foliões nos dias de Carnaval era total dentro do salão, aliás havia momentos que o espaço ficava pequeno. Ainda assim, com tão grande número de pessoas e uso frequente, o SOBA encerrou suas atividades, fechando suas portas, janelas e agora com um muro diante da porta de entrada para evitar invasão e vandalismo.

Para todos que durante tantos anos já havia se acostumado a ter esse como um dos poucos pontos de diversão em nossa cidade, resta somente a saudade.

Edição n.º 1503.