A vinda de Jesus a este mundo realmente provocou uma verdadeira transformação na história da humanidade. Isso é tão verdade, que após sua passagem por este mundo, determinamos os anos do calendário antes e depois de Jesus. Um homem que mudou radicalmente o modo de relacionar-se entre as pessoas, apresentando as virtudes essenciais a serem vividas, para a plena realização do ser humano. Não mais a ganância, o acúmulo, a vingança, o olho por olho, a prepotência e a intolerância, mas a partilha, o perdão, a humildade, a igualdade, como determinantes na vida de uma sociedade. Ele apresentou um novo modo de ser feliz, através das Bem Aventuranças, superando a visão individualista e egoísta de felicidade. Feliz no Reino de Deus é aquele que coloca toda a sua vida a serviço do outro, sobretudo, daquele mais pobre e necessitado. Um novo jeito de viver, de ser, de conviver, pautado na doação, no amor gratuito, sem interesses e, no amor aos inimigos.

Por causa dessa sua posição, tão voltada para os mais indefesos e sofredores, ele foi mal compreendido, ameaçado e perseguido pelos homens do poder. Acharam um jeito de condená-lo, conseguindo envolver o próprio povo, para dar um fim em sua vida. Pensavam que conduzindo-o à morte, estariam livres dele e de todos os seus seguidores. Foi o sumo sacerdote Caifás quem deu essa ideia de terminar com ele, para assim dar um basta na boa nova por ele anunciada. Todos concordaram e decidiram conduzi-lo à morte. Destruindo Jesus, pensavam eles, teriam terminado com toda a possibilidade da instauração de um Reino novo e diferente.

No entanto, a morte não teve a última palavra. Morto na sexta-feira santa, parecia que tudo tinha chegado ao final. Trevas surgiram e criaram nos perseguidores, uma falsa sensação de fim de um projeto. No entanto, três dias depois, Ele surgiu glorioso, ressuscitou, venceu as trevas e o seu espírito se espalhou por todos os lugares. A morte já não teve mais poder sobre ele. E, com a ressurreição, tudo aquilo que ele pregou, tudo aquilo que ele fez, permaneceu vivo nos seus seguidores. O seu projeto de um mundo diferente, da criação do Reino de Deus, está salvo e começa a ser difundido para todos, através dos seus apóstolos. Movidos pela certeza da ressurreição, saem pelo mundo, dando testemunho através de palavras, gestos e ações. Eles mesmos, num primeiro momento acreditaram que com a morte, tudo tinha chegado ao seu final. Mas, a ressurreição de Jesus, despertou neles a convicção de que tudo estava apenas começando. Surge, no meio das trevas, uma luz que brilhará para sempre.

Jesus triunfou e o seu espírito contínua no meio de nós, como ressuscitado e a cada dia desperta em nós o desejo de renovarmos a esperança, a fé e a coragem. A morte não tem mais a última palavra. Nós cremos na ressurreição e vivemos essa experiência toda vez que superamos uma dificuldade, uma adversidade e seguimos em frente. Um dia faremos a passagem deste mundo para a eternidade. Não será a morte eterna, mas, para nós que cremos, a páscoa definitiva, a vida eterna. Amém.

Publicado na edição 1307 – 14/04/2022

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