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Após operação da Polícia Civil, Grupo Petrópolis volta ao comando da Imcopa

Foto: Divulgação.
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Uma operação policial movimentou esta semana uma das principais indústrias da área industrial de Araucária: a Imcopa, localizada na Avenida das Araucárias e especializada na industrialização de soja.

A ação ocorreu na quinta-feira, 7 de março, quando a Polícia Civil cumpriu dez ordens judiciais contra indivíduos ligados a uma suposta fraude na administração da Imcopa, que se encontra em processo de recuperação judicial.

A ação contou com o apoio da Polícia Científica e da Polícia Civil de São Paulo e acontece simultaneamente em Curitiba e Araucária, em São Paulo, Barueri e Araras, no Estado de São Paulo.

Em Araucária houve o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na sede Imcopa. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil, as investigações que levaram a operação deflagrada esta semana foram iniciadas no final de 2022 e indicaram que a gestão do grupo está sendo conduzida por indivíduos distintos daqueles que figuram como diretores perante o Juízo da Recuperação Judicial. “Tal conduta se amolda ao crime previsto no artigo 168 da Lei 11.101/05 que prevê pena de reclusão de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa”, explica o delegado da PCPR Leandro Farnese.

Ainda conforme a Polícia Civil, as investigações verificaram que alguns peritos judiciais que participaram do processo da recuperação possuem vínculos societários com os investigados, os quais estariam exercendo efetivamente a administração do conglomerado empresarial em questão, em uma entidade distinta daquela submetida à recuperação judicial. Essa ação pode configurar crime de falsa perícia, afirma a autoridade policial.

As decisões judiciais cumpridas pela Polícia Civil determinaram ainda o afastamento dos investigados de quaisquer atividades econômicas relacionadas ao Grupo Imcopa.

Logo após a deflagração da operação, o Grupo Petrópolis, que atua no ramo cervejeiro, pediu ao Juízo da 1ª Vara de Falências de Curitiba para retornar ao comando do Grupo Imcopa. O pedido foi analisado pela magistrada Mariana Gluszcynski Fowler Gusso, que – na sexta-feira, 8 de março, deferiu o pedido.

Com essa decisão, o Grupo Imcopa volta a ser administrado pelas representantes legais da Minefer e da Triana, empresas do Grupo Petrópolis. As duas, aliás, são praticamente as únicas credoras da Imcopa, “Portanto, considerando que as peticionárias detêm quase a totalidade dos créditos sujeito à recuperação judicial e diante da nítida declaração das credoras Minefer e Triana de que em deliberação na assembleia geral de credores votariam pela nomeação das pessoas por si indicadas para administrar o Grupo Imcopa, entendo ser dispensável a realização da AGC para nomeação de gestor, pontuou a magistrada.

Ainda sobre a operação, o Grupo Petrópolis divulgou a seguinte nota: “a operação confirma tudo o que Grupo Petrópolis vem afirmando em diversas manifestações apresentadas em diferentes processos judiciais há pelo menos 2 anos, nas quais foi demonstrada a prática de um golpe multimilionário por Ruy Del Gayso e Renato Mazzuchelli. Existe uma associação criminosa entre as pessoas investigadas pela operação com o propósito de obter vantagens de forma ilícita, em prejuízo aos credores da Imcopa e ao Fisco”, escreveram.

À CNN, o Grupo Petrópolis acrescentou: “a investigação da Polícia Civil comprova, de uma vez por todas, o que já tinha sido trazido aos autos: quem administra a Imcopa de fato são os Srs. Ruy del Gaiso e Renato Mazzuchelli. As comunicações internas agora exibidas pela justiça criminal demonstram que os Diretores Estatutários (Fernando Lauria e Mauro Piacentini) não têm poder de gestão algum – submetem todo e qualquer tipo de decisão, por mais corriqueira que seja”, afirmaram.

Também à CNN, Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis, alega que os documentos obtidos na operação indicam que os administradores da Imcopa estariam desviando recursos liberados pelo judiciário para paraíso fiscal nas Ilhas Cayman.