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Dados de levantamento feito pelo Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Araucária mostram que a cidade já tem 4 casos confirmados de Influenza H3N2. O número, porém, pode ser ainda maior, já que só são testados para esse tipo de gripe os pacientes classificados clinicamente como graves.

No Paraná, boletim divulgado nesta segunda-feira, 3 de janeiro, mostram que já são 262 os casos, com um óbito. A transmissão da doença, conforme informou a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), é considerada comunitária – quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, entre indivíduos sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão.

Dos quatro casos registrados em Araucária, dois são de gestantes com idades entre 27 e 34 anos. O terceiro caso é uma idosa de 66 anos e o quatro de uma pessoa do sexo masculino, com 34 anos. Os exames nesses pacientes foram feitos no Laboratório Central do Estado (LACEN).

Sobre os casos de H3N2 no Paraná, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, se mostrou preocupado com o aumento atípico de uma doença que tem sua incidência aumentada no inverno e não verão. “Estamos passando por um momento atípico onde registramos aumento no número de casos e procura hospitalar nas últimas semanas, pela Síndrome Gripal e Síndromes Respiratórias Agudas Graves – SRAG’s, em pleno verão, sendo que essas doenças possuem maior circulação no hemisfério Sul geralmente no período do inverno”, analisou.

Os sintomas da H3N2 são conhecidos e em sua maioria, provocam febre alta, tosse, dor de garganta, cabeça, corpo e articulações. A orientação da Sesa é que em caso de sintomas, a população deve procurar um serviço de saúde para atendimento.

“As medidas não farmacológicas como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel não é só pra Covid, isso também vale para a Influenza. E em casos de contaminação, o principal é que as pessoas busquem o atendimento nas Unidades de Saúde espalhadas por todo o Estado”, afirmou o secretário.

Em até 48h da infecção pelo vírus da Influenza, o medicamento oseltamivir (tamiflu), quando receitado por um médico e em dosagem apropriada, possui efetividade contra o agravamento do quadro clínico, diminuindo o risco de morte.

Beto Preto também reforçou a importância da vacinação. “Não estamos com surto de gripe, porém mais de 700 mil vacinas contra a Influenza ainda não foram aplicadas no Paraná. Precisamos que a população continue buscando pela imunização, dificultando a infecção pelo vírus da gripe, seja ele qual for”.

Texto: Waldiclei Barboza com AEN/PR / Foto: Américo Antonio/SESA

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