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Araucária lança programa para incentivar adoção tardia

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Conforme estudos, no Brasil, existem cerca de 40 mil pretendentes na fila de espera e mais de 90% destes, não aceitam adotar crianças maiores de 5 anos de idade, o problema é que 62% das crianças que estão em casas de acolhimento, possuem mais de 5 anos de idade, pensando nisso, Araucária lançou na quarta-feira (08/02), o Programa Adoção Tardia, instituído pela Lei nº 4.014, de 13 de outubro de 2022, com isso, a Secretaria de Assistência Social e o Ministério Público convidaram os servidores públicos municipais que tenham interesse em adotar uma criança ou adolescente a participar de um bate-papo sobre adoção tardia, com o intuito de incentivar essa modalidade de adoção. O programa visa conscientizar, incentivar e sensibilizar para a causa, servidores ativos ou inativos, que já tenham passado do período do estágio probatório.

Durante o evento foi discutido sobre perfis de crianças e adolescentes que acabam tendo menos procura para adoção, como crianças e adolescentes maiores, irmãos para adoção, crianças e adolescentes com alguma doença crônica ou deficiência, entre outros casos.

Representando o Ministério Público, o promotor de Justiça David Kerber de Aguiar, elogia a iniciativa e diz que Araucária está sendo referência no Paraná nesse quesito. “Pelo que sei é a 1ª cidade do estado que está criando esse modelo de programa e são pouquíssimas cidades no país que já implantaram a iniciativa. Só quem tem família sabe a diferença que isso faz. Por que não desejar que essas crianças e adolescentes que estão em uma casa de acolhimento institucional ou em uma família acolhedora temporária não possam passar por essa experiência?”, indaga o profissional.

O Programa “Adoção Tardia” é executado por intermédio do auxílio adoção, apenas um processo pode dar direito ao benefício, ou seja, se alguém adotou uma vez e conseguiu o auxílio em um processo, não conseguirá o mesmo benefício novamente. É importante reforçar que o objetivo do programa não é gerar renda e sim beneficiar crianças e adolescentes que precisam de uma família.

O processo de adoção não tem custos, não requer advogado e é aberto também para pessoas solteiras independente da orientação sexual.

Foto: Carlos Poly/SMCS.