Araucária não atinge meta nacional da vacinação contra a poliomielite

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A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda, causada pelo poliovírus e que pode provocar graves implicações no sistema nervoso central, como atrofia e paralisia de membros, especialmente dos inferiores. No Brasil, a forma mais tradicional de imunização se dá pela vacinação oral, popularmente conhecida como “gotinha”. Todas as crianças com menos de 5 anos devem estar devidamente protegidas, o que impede a poliomielite de prosperar.


O problema é que, de acordo com o Ministério da Saúde, o índice de vacinação de 2022 é o mais baixo dos últimos 30 anos no Paraná. Embora a meta de imunização seja de 95% para crianças com menos de 5 anos, apenas 74,03% do público estimado recebeu a vacina. Em recente campanha nacional, a estimativa era vacinar mais de 620 mil crianças em todo o Estado, mas o número de doses aplicadas foi de 459 mil.
Em Araucária, os números não são muito diferentes. Apesar de o Município apresentar um dos melhores índices da região metropolitana, a cobertura vacinal contra a poliomielite é de apenas 73%. De uma população de 8.967 crianças de 0 a 5 anos, apenas 5.418 receberam as gotinhas.


A Secretaria Municipal de Saúde fez várias campanhas, aplicou vacinas nos CMEI`s, mas ainda faltou conscientização e colaboração por parte de muitos pais, que não vacinaram seus filhos.


Vacinas obrigatórias


Em 2021, o Munício quase atingiu a meta da vacinação contra a pólio, com uma cobertura de 90% (a meta era 95%). Outras vacinas que fazem parte do calendário nacional obrigatório também não atingiram a meta no ano passado, porém não ficaram muito abaixo, conforme aponta um levantamento feito pelo Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.


A BCG, cuja meta era vacinar 90% do público, teve um índice de 89,4%. Todas as demais tinham como meta vacinar 95% do público: a Pentavalente atingiu 90,7%, a vacina contra o Rotavírus 87%; a Pneumocócica superou a meta e atingiu 97,9%, a Meningocócica C teve 91,4%, a Tríplice Viral 93,2%, a Febre Amarela 90,5% e a Hepatite A 91,8%.


A Saúde explicou que os aspectos que contribuem para as baixas coberturas são multifatoriais, e precisam ser trabalhados em todas as frentes. Entre estes, a percepção enganosa de que não é preciso mais vacinar porque as doenças desapareceram; o desconhecimento de quais são os imunizantes que integram o calendário nacional de vacinação, todos de aplicação obrigatória; o medo de que as vacinas causem reações prejudiciais ao organismo; o receio de que o número elevado de imunizantes sobrecarregue o sistema imunológico; acesso aos serviços de saúde; Fake News – acesso as informações enganosas – Grupos Antivacina; mudanças nos sistemas de Vacinação; desabastecimento temporário dos imunobiológicos; falta de divulgação assertiva e eficiente sobre as vacinas e campanhas de vacinação; e a pandemia por Covid-19.


Lembrando que para se vacinar contra a poliomielite, basta procurar uma das Unidades de Saúde do , apresentando os documentos da criança e a caderneta de vacinação.

Araucária não atinge meta nacional da vacinação contra a poliomielite
Foto – divulgação

Texto: Maurenn Bernardo

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