O comerciante Emílio Binhara, 81 anos, faleceu nesta segunda-feira, 2 de março, causando comoção entre os araucarienses, visto que era uma figura bastante querida na cidade, principalmente por ser o fundador do Bar do Binhara, em 1970. Emílio, que completaria 82 anos nesta terça-feira (3), realizava exames para diagnosticar um problema de saúde que apareceu recentemente. Há cerca de 15 dias precisou ser internado, e acabou falecendo, antes mesmo de saber dos resultados.

Durante 34 anos ele recebeu os clientes com o carisma que lhe era peculiar, até que em 2004 entregou o comando do Bar do Binhara para o filho Gerson, embora estivesse sempre por perto. Gerson ficou à frente do estabelecimento por mais 16 anos, até a família decidir por arrendá-lo, com o mesmo nome escolhido por seu fundador.

“Quando meu pai registrou o comércio, se chamava Armazém Palmital, que era a localidade rural onde ele começou o negócio, pagando aluguel. Quando estava quase comprando o local, aconteceu um assalto, desferiram dois tiros contra ele e não acertaram nenhum. Só que após esse acontecimento, ele desistiu da compra e saiu dali. Foi para a Colônia Ipiranga, onde pagou aluguel por mais um ano, e na sequência conseguiu comprar um terreno no bairro Fazenda Velha, dando em troca um caminhão Chevrolet 45, o qual ele não esquecia e falava com saudades até esses dias”, relembra o filho Gerson.

Ainda de acordo com o filho, no terreno recém comprado o pai construiu e abriu uma pequena porta comercial, compatível com as necessidades do bairro Fazenda Velha, que estava começando. “Minha mãe ficava cuidando do comércio e ele trabalhava de motorista de caçamba na construção da nova ferrovia. Ficou um ano nesse local, vendeu, e na sequência comprou o que hoje é o endereço atual. O nome mudou para Bar e Mercearia Binhara, isso no final dos anos 80. Nessa época, todo mundo que precisava de alguma coisa dizia: ‘Lá no Binhara, tem!’. Meu pai foi um guerreiro e temos muitas histórias dele para contar!”, conta Gerson.

Emílio Binhara deixa os filhos Janete, Gerson e Emerson e a esposa Maria Luiza.

Ainda não há informações sobre o seu velório e sepultamento, em breve traremos mais informações.