Araucariense se destaca na prática do arco e flecha
A prática do arco e fecha auxilia na coordenação motora, postura e na concentração

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Depois do sucesso de filmes como Jogos Vorazes e do atual “Vingadores”, em que um dos heróis do planeta Terra é um exímio arqueiro, o arco e flecha tem se tornado mais popular e chamado a atenção de pessoas que apreciavam o esporte, mas não imaginavam que poderiam praticá-lo algum dia.

O araucariense Marcos Ritter é um exemplo disso. Sua admiração pelo esporte começou na infância, quando cortava árvores e montava seus próprios arcos nas várzeas do Iguaçu, por volta de 1970. No entanto, a paixão ficou ofuscada pela rotina de dia a dia e foi necessário completar meia década de vida para realizar o sonho. “Quando eu fiz 50 anos, minhas filhas me perguntaram que presente eu queria, e eu pedi um arco e flecha”, conta.

A demonstração de carinho das filhas aconteceu há dois anos e, desde então, Marcos tem aproveitado seu tempo livre para atirar rumo ao alvo. “Eu comecei a praticar como um hobby aqui em casa. Minha esposa até estava ficando brava por causa dos buracos de flechas nas paredes”, brinca. “Mas agora esse esporte está tomando uma parte expressiva do meu tempo e tenho praticado com mais seriedade”, afirma.

A brincadeira se tornou algo mais sério quando Marcos descobriu um local especializado no esporte na cidade de Campo Largo. “Há um ano, mais ou menos, foi inaugurada a RD Arqueria, uma empresa que tem o objetivo de difundir a prática desse esporte para adultos e crianças. Lá, eles oferecem espaço para a prática, realizam competições e dão o apoio que a gente precisa, então eu me associei e tenho aproveitado o que eles oferecem”, garante.

Dificuldades
Com a oportunidade de treinar em um local amplo, seguro e com infraestrutura adequada, Marcos conseguiu passar por cima de uma das maiores dificuldades do arco e flecha: a falta de espaço para treinos. “Esse é um problema que existe aqui em Araucária e em todo lugar”, afirma. No entanto, ele acredita que essa realidade está prestes a mudar. “Como o Brasil está automaticamente credenciado para participar de todas as modalidades nas Olimpíadas de 2016, com certeza o país também vai participar do arco e flecha. Além disso, também nos classificamos para as Olimpíadas de Londres, e teremos um arqueiro brasileiro lá, o que há muito tempo não acontecia”, explica.

Essa popularização do esporte, segundo ele, faz com que muitas pessoas se interessem pelo arco e flecha, pesquisem e descubram que a atividade vale a pena. “O legal é que é um esporte barato. Existe até uma categoria em que você fabrica seu próprio arco e compete com quem também fabrica”, comenta. Por esse e outros fatores positivos do esporte, o arqueiro araucariense se coloca à disposição dos conterrâneos para sanar dúvidas e até “dar uns tiros”. “Se alguém tiver interesse, pode ligar pra mim. Meu telefone é 9957-3708”, finaliza.
                                                                                                                                                                 Araucariense se destaca na prática do arco e flecha
Marcos começou a competir este ano e já coleciona medalhas

Modalidades e Competições
No Arco e Flecha existem três modalidades principais que variam de acordo com o tipo de arco utilizado. “Temos o arco composto, que fornece ao arqueiro uma precisão incrível, o arco recurvo, utilizado nas olimpíadas, e o longbow, conhecido como arco tradicional, que é o que eu pratico”, afirma Marcos Ritter, arqueiro desde 2000.

Mesmo com o pouco tempo de carreira, o araucariense já coleciona medalhas de competições da RD Arqueria, Campeonatos Paranaenses e outros eventos. Uma dessas medalhas foi conquistada no dia 6 e maio, em Bragança Paulista, durante a primeira etapa para o Mundial de Arco e Flecha tradicional. Lá, Marcos conquistou o 1º lugar na categoria adulto e ficou mais perto de conseguir uma vaga para representar o Brasil na Argentina no início de novembro. “Tenho que participar em mais duas etapas em Bragança Paulista para alcançar o índice”, explica.

Enquanto as etapas não chegam, o arqueiro treina em outras competições como o Field 3D, que acontece no próximo sábado, dia 9 de junho, em Campo Largo. “Essa competição ocorre três vezes por ano e é aberta para atletas do Brasil inteiro. Espero conseguir um bom resultado”, almeja.

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