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Confesso que existem coisas em Araucária que eu demoro a entender. Na semana passada, por exemplo, vi uma notícia maravilhosa tentando ser transformada numa tragédia: a entrega ao Governo do Estado da administração de duas escolas que ofertam as séries finais do Ensino Fundamental.
Ora, ser contra essa medida é ser contra o Município de Araucária. Não querer que o Estado volte a ser o mantenedor da 6ª à 9ª série é o mesmo que dizer que a cidade deve gastar seus finitos recursos na obrigação daquilo que não lhe compete enquanto aquilo que é sua atribuição vai sendo deixado de lado.
Não é admissível que gastemos o suado dinheiro da população araucariense na manutenção dos anos finais do Ensino Fundamental enquanto existem milhares de crianças aguardando uma vaga numa creche municipal justamente porque faltam recursos para construir e manter novos Cmeis.
Até entendo que essa migração gere alguma confusão na cabeça de pais e alunos, mas nada que algumas conversas entre poder público e comunidade não resolvesse. Afinal, o que de fato importa é que os bairros onde as mudanças acontecerão não ficarão desassistidos nem de escolas de 1ª a 5ª (obrigação da Prefeitura) e nem de 6ª a 9ª (obrigação do Estado). Porém, o que dá nojo nesse falso problema, sim porque não existe aí um problema, o que existe é uma solução, é o papel vil de alguns profissionais da educação de Araucária. Eles não agem como educadores, agem como agitadores baratos, tentando manipular a comunidade escolar e utilizá-los para seus fins corporativistas.
Digo isso porque não vemos o mesmo empenho de parte dessa turma do giz em reunir a comunidade escolar para debater assuntos realmente importantes para a vida de nossos alunos. Veja, por exemplo, os dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Educação. Os números mostram que o desempenho de nossas escolas junto ao Ideb, índice que mede a qualidade do ensino, é horrível. Quanto a isto, no entanto, não vimos nem um educador de plantão buscando reunir os pais para protestar. E nem vamos ver, porque as notas do Ideb denunciam também a incompetência deles no trabalho de ensinar, de despertar na criança a vontade de aprender, de ficar na escola e assim por diante.
Por certo, o pífio desempenho junto ao Ideb não é só culpa do profissional de educação, é também – e muito – do Município e das famílias, mas isso os agitadores baratos que sujam o jaleco da docência araucariense não querem discutir. O negócio deles é reivindicar, é pedir mais e mais benefícios, independentemente de quem seja o gestor do momento. Pobres almas!
Mas, particularmente, torço para que a caminhada iniciada de devolução das séries finais do Ensino Fundamental ao Governo do Estado não seja interrompida. Afinal, Educação é preciso ser pensada numa perspectiva de curto, médio e longo prazo. Já erramos lá atrás ao ter assumido esse encargo e isso, com certeza, tirou de gerações como a minha, fruto de rede municipal de ensino, a oportunidade de ter um ensino básico de muito mais qualidade, onde a alfabetização fosse plena, o amor pelo saber despertado lá no “prézinho” ou até no berçário e assim por diante. Por tudo isso, não podemos errar de novo. Ao Estado o que é do Estado!
Excelente semana a todos! Comentários são bem vindos! Até uma próxima!

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