Companheira do filho que matou a mãe também é presa, acusada de participar do crime

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O assassinato da professora da rede municipal de ensino Maria Lúcia Rosa Ferreira, 59 anos, ocorrido no dia 27 de outubro, na área rural do Rio Abaixinho, teve novos desdobramentos. Na semana passada a companheira do filho da vítima Felipe Diorge Pereira, apontado como autor do crime, que já estava preso preventivamente, também foi presa na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba. Segundo a Delegacia de Polícia de Araucária, a prisão de Débora Chiquito Pereira aconteceu em ponto de venda de drogas (biqueira).

Felipe matou a própria mãe a facadas e no desenrolar das investigações, surgiram fortes indícios de que a companheira Débora seria co-autora do crime de latrocínio contra sua sogra Maria Lúcia. Felipe teve sua prisão preventiva decretada em 28/10, um dia após matar a mãe, e o mandado de prisão contra a companheira foi expedido em 16/11.

De acordo com os autos do processo, os dois planejaram a morte de Maria a fim de conseguirem dinheiro para o sustento do vício das drogas e assegurar a vantagem dos delitos que vinham praticando nos municípios de Loanda/PR e Araucária/PR. A dupla também iria fugir para Portugal, conforme protocolos de passaportes, não fosse a pronta atuação policial. Conforme decisão judicial, a prisão preventiva foi requerida visando evitar que Débora tente furtar-se da culpa, havendo riscos concretos nesse sentido, uma vez que ela já fugiu do município de Loanda, onde é investigada pelo crime de estelionato.

“Os dois réus foram indiciados e denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de furto qualificado (artigo 155 do Código Penal Brasileiro) e latrocínio (artigo 157), este último com pena que pode chegar a 20 ou 30 anos de reclusão”, comentou o delegado de Araucária, Erineu Portes.

Relembre o crime

Maria Lúcia morava na área rural do Rio Abaixinho e na noite do crime (27/10) teria discutido com o filho. O rapaz teria ido até a casa da mãe pedir dinheiro para comprar drogas e depois de esfaqueá-la, chamou um táxi (posteriormente constatou-se nas investigações que seria um carro de aplicativo) e saiu, levando com ele um aparelho de televisão de 65 polegadas. Na ocasião, várias testemunhas disseram que ele aparentava estar drogado.

O corpo de Maria foi encontrado na manhã seguinte, pelo esposo caminhoneiro, quando este retornava de viagem. Ele relatou à polícia que na noite anterior havia conversado com a esposa pelo telefone e ela teria se queixado do filho Felipe. Dizia que o mesmo queria dinheiro e que se ele ligasse para o pai pedindo, não era para ele dar, pois ela suspeitava que era para usar drogas. Ainda segundo o marido, Maria disse que naquela noite o filho estaria bastante alterado. Depois disso, ele relatou que ao estacionar na empresa tentou novo contato com a esposa por telefone várias vezes, mas ela não atendeu. E quando chegou em casa pela manhã, deparou-se com ela caída morta no chão.

Edição n.º 1391

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