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CRAM esclarece equívoco após ser alvo de críticas por parte de morador

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Nos últimos dias O Popular recebeu relatos e imagens de um morador da cidade, reclamando da rede municipal de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica em Araucária. O caso específico traz à tona a importância de o maior número possível de pessoas saberem como funciona o acolhimento por esses serviços e como acessá-los, seja para um familiar, um conhecido e/ou mesmo alguém que você nunca viu na vida.

A denúncia específica, por exemplo, dava conta de que o Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM teria sido negligente ao prestar atendimento a duas mulheres vítimas de violência doméstica, que foram acolhidas recentemente pela unidade. Uma delas teria tido o rosto queimado enquanto estava sob responsabilidade do Centro e a outra teria sido desacolhida.

No entanto, segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, a mulher que teve parte do corpo queimada, inclusive o rosto, sofreu um acidente durante uma oficina de produção de salgadinhos na unidade onde estava acolhida. Ela começou a participar da oficina de salgadinhos de livre e espontânea vontade e estava fritando coxinhas quando uma delas explodiu, causando queimaduras em seu rosto e corpo. Essa mulher foi acolhida pelo CRAM após sofrer agressões do seu companheiro, depois foi encaminhada para uma unidade de acolhimento para sua segurança, pois voltar para casa representaria risco à sua própria vida.

“Lamentamos muito pelo acidente que ela sofreu e prestamos todo o atendimento necessário, inclusive a encaminhamos para o Hospital Evangélico Mackenzie, em Curitiba, que trata de pessoas queimadas, onde ela também recebeu todo o suporte necessário. Ela segue sendo acompanhada pela rede municipal de saúde e pela rede de proteção à mulher do Município. Também lamentamos a exposição sofrida por essa mulher, tendo suas fotos divulgadas por pessoas que distorceram os fatos”, argumentou a secretaria.

A outra situação, conforme explica a SMAS, envolve uma segunda vítima de violência doméstica que foi acolhida pelo CRAM e depois desacolhida, já que a própria família manifestou interesse em abrigá-la para que não voltasse a viver com seu agressor. Essa mulher também passou pela unidade de acolhimento e teve contato com a vítima que sofreu queimaduras. “O problema é que a família quer acolhê-la, mas ela se recusa e prefere viver de favor na casa de outras pessoas. De forma alguma ela foi abandonada pelo CRAM, inclusive segue sendo acompanhada pela rede de proteção”, explica a Assistência Social.

O morador que procurou o Jornal O Popular disse também que fez denúncias contra o CRAM junto ao Ministério Público. Com relação a isso, a SMAS disse que todas as denúncias serão acatadas e respondidas.

Sobre o CRAM

O CRAM de Araucária orienta sobre direitos, presta acolhimento e atendimento humanizado às mulheres em situação de violência, proporcionando acompanhamentos psicossociais, além de fazer encaminhamentos para o mercado de trabalho e jurídicos necessários à superação da situação de violência, contribuindo para o fortalecimento da mulher.

Também faz direcionamentos pertinentes para registro de Boletim de Ocorrência e solicitações de medidas protetivas. O telefone do serviço é o 3614-1507.

Edição n. 1364