Desafios da educação em tempos de pandemia | Araucária
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Escolas particulares retornam às aulas presenciais com medidas de segurança sanitária. Foto: Marco Charneski

EDIÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO – 131 ANOS

Quando as primeiras medidas de distanciamento social foram tomadas para tentar conter o avanço da pandemia do novo coronavírus Covid-19 em Araucária, o ano letivo mal havia começado e cerca de 35 mil crianças e adolescentes dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), das escolas municipais, estaduais e de ensino privado ainda estavam se acostumando a uma nova sala, novos amigos e novos professores. Muitos até em uma nova escola, ou pela primeira vez conhecendo uma de verdade. Era um mundo novo de oportunidades que se abria, um ano inteiro de descobertas e aprendizado.

Mas a pandemia chegou e a escola fechou. O que era pra ser temporário se tornou permanente. Alunos e professores foram obrigados a rapidamente trocar os quadros e as carteiras escolares pelas telas de computadores, celulares e pelos aplicativos digitais.

A internet possibilitou que professores, diretores, pedagogos, alunos e pais pudessem se comunicar. Aplicativos de mensagens como o Whatsapp e plataformas de videoconferências, como Google Meet, Microsoft Teams, Zoom entre outros, foram as ferramentas utilizadas para transmitir o conhecimento. E os pais? Ah, os pais se tornaram professores e também alunos. Foi um ano inteiro de luta diária para que o ano letivo não fosse perdido.

A secretária municipal de educação Adriana Chaves Pereira explica que 2020 foi um ano desafiador para os profissionais da educação e ao mesmo tempo com muitas preocupações, como com a vida e a segurança de suas famílias e seus alunos, e a necessidade de se adaptar a uma situação completamente nova, tendo que desenvolver ações que estavam fora da função de um educador, na tentativa de conseguir uma aprendizagem eficiente, mesmo que à distância. “Se educar na sala de aula já é difícil pela diversidade e particularidades de cada aluno, fora dela o desafio é muito maior, e é por isso que eu estou muito orgulhosa do meu grupo de trabalho”, afirma Adriana.

Retomada

“Por mais que as aulas retornem gradativamente, a educação nunca mais será a mesma e o grande desafio será resgatar esse lapso temporal que a pandemia nos trouxe, a ausência do contexto do ambiente escolar”. Foto: Marco Charneski

Um Decreto Municipal publicado no dia 15 de janeiro autorizou o retorno das atividades nas instituições de ensino e unidades educacionais públicas e privadas de Araucária, mas para isso as escolas devem seguir as recomendações da Secretaria Estadual da Educação. Amparadas pelo decreto, muitas instituições privadas de ensino já retomaram as atividades em sistema híbrido, ou seja, 50% dos alunos em sala e 50% acompanhando as aulas on-line, ficando a critério dos pais o envio ou não, de seus filhos à escola.

Nas escolas estaduais o retorno está previsto para o dia 18 de fevereiro, também em sistema híbrido. No entanto, na rede municipal de ensino, o protocolo de retorno das atividades não será uma decisão exclusiva da secretaria de educação e sim de uma comissão com representatividade de diversos setores, respeitando a opinião de todos os segmentos que compõem a comunidade escolar. Todos os pais e os profissionais de educação estão participando de uma pesquisa para levantamento de opiniões e obtenção de dados de contágio. Essa pesquisa será muito importante para as deliberações da comissão.

Segundo Adriana, além de todos os protocolos de segurança que foram definidos no decreto que autoriza a retomada das aulas, foi solicitado junto à Secretaria de Planejamento a informatização dos ambientes educacionais com fibra ótica e wi-fi nas salas dos professores, para que eles possam transmitir o conteúdo diretamente da escola.

Texto: Rosana Claudia Alberti

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