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Editorial: Excelente notícia!

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A confirmação pela Petrobras de que retornará ao segmento de fertilizantes a partir do ano que vem é, sem dúvida, uma daquelas notícias digna de aplausos.

E é digna de aplausos porque a história recente tem nos mostrado que países fortes precisam necessariamente garantir a autossuficiência em determinados produtos, como é o caso das matérias primas para fertilizantes.

Dominar a cadeia completa desse tipo de produto nos coloca em outro patamar em termos de geopolítica e nos permite, inclusive, melhor nos posicionarmos diplomaticamente em determinados assuntos.

A decisão de voltar a investir em fertilizantes beneficiará diretamente Araucária, que deve já no ano de 2024 ver sua Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN), que está em hibernação desde o ano de 2020, voltando a operar.

A planta araucariense, que outrora era conhecida como Ultrafértil, era uma das mais importantes do país no que diz respeito a produção de ureia e amônia, indispensáveis para o agronegócio brasileiro.

O fechamento da FAFEN se deu sob o argumento de que importar ureia, amônia e outros produtos produzidos pela unidade era mais barato do que produzi-los aqui. Porém, esquecemos de analisar de quem importávamos esses produtos. Ou seja, o barato saiu caro, porque ficamos dependentes de países com regimes de governo questionáveis.

Ora, um país continental como o Brasil, chamado de celeiro do mundo em virtude de seu pujante agronegócio, jamais deve abrir mão de autossuficiência em certos insumos, como é o caso dos fertilizantes. E é isso o que a retomada da produção da FAFEN tende a nos garantir.

Sigamos monitorando e trabalhando para que nossos ativos estratégicos fiquem em nossas mãos.

Edição n.º 1391