Editorial: O jornalismo do pós-verdade

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Vivemos tempos difíceis para o jornalismo profissional. Cada vez mais existe uma confusão juvenil entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa.

As redes sociais, embora extremamente necessárias para a sociedade atual, fez com que algumas pessoas passassem a achar que tem mais relevância do que efetivamente tem.
Isto, de certa forma, obrigou a imprensa profissional a ter que direcionar sua força de trabalho não para trazer novidades relevantes aos seus leitores e sim para esclarecer falsas verdades, as quais se proliferadas a bel prazer podem causar transtornos dos mais variados tipos.

Nas últimas semanas, por exemplo, vimos em Araucária tentativas vis e amadoras de manipular notícias. Primeiro tentaram dar ar de novidade a um procedimento aberto pelo Ministério Público há mais de ano. Em outro episódio, transformaram um pedido feito por uma promotoria de justiça da cidade numa ordem judicial.

Em ambos os episódios o que se pode concluir é que houve manipulação das informações e de seus tempos. E manipulação, convenhamos, não é legal! Mais do que isso! Prejudica a correta interpretação dos fatos para o grande público

Precisamos urgentemente deixar de confundir o direito sagrado à liberdade de expressão com uma autorização inconsequente para atacar, ferir pessoas e instituições, única e exclusivamente para atender a interesses pessoais, politiqueiros e corporativistas.

O Popular, como veículo de imprensa profissional de Araucária, seguirá a missão que está em seu DNA, que é a de bem informar a população araucariense. Porém, é importante que mesmo os mais mal intencionados procurem evoluir, procurem colocar a mão na consciência e revejam a estratégia dickvigaristiana de tentar vencer a corrida maluca. Isto porque, não de hoje, esse método não produz vencedores. Produz sim pessoas amarguradas e frustradas. Pensemos todos nisso e boa leitura!

Edição n. 1357

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