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Especialista de Araucária avalia estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho

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Em 2022, aproximadamente 6 trabalhadores morreram por dia no Brasil, vítimas de acidente de trabalho e 612 mil se feriram no exercício de suas atividades, o levantamento consta no site smartLabbr.org. A atividade de atendimento hospitalar é o setor com maior número de notificações, que chegam a mais de 59 mil casos, os técnicos de enfermagem foram os profissionais mais acidentados, com 36 mil casos. Os dados foram divulgados pelo Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, e diversos órgãos do governo federal.
Gabriel Prado, Especialista em Saúde e Segurança do Trabalhador, da Universidade da Prevenção, afirma que os dados refletem apenas os empregados formais vinculados ao INSS e que contribuem com a previdência social. “A plataforma SmartLab é atualmente o maior repositório de informação sobre a saúde e segurança dos trabalhadores no País”, comenta.

Segundo ele, para complementar as informações, o Observatório também divulgou dados de notificação obrigatória de atendimentos do SUS nos casos de acidentes de trabalho. “São 6,7 milhões de acidentes do trabalho e 25,5 mil mortes no emprego com carteira assinada, segundo os dados atualizados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho para o Brasi. As informações se baseiam em comunicações de acidentes do trabalho (CAT) ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”, explica Gabriel.

Ainda de acordo com ele, no mesmo período ocorreram 2,3 milhões de afastamentos pelo INSS em razão de doenças e acidentes relacionados ao trabalho, e o gasto com benefícios previdenciários acidentários, em valores nominais, já chega a R$ 136 bilhões de reais. O valor inclui ocorrências como auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios-acidente relacionados ao trabalho.

“Ao longo da série de 11 anos (2012 a 2022) do Observatório, os dados mostram que grande parte dos acidentes foi causada pela operação de máquinas e equipamentos (15% do total), que provocou amputações e outras lesões gravíssimas com uma frequência 15 vezes maior do que as demais causas, e gerou três vezes mais acidentes fatais do que a média geral dos agentes causadores”, completou.

Edição n. 1357