Fechado com a democracia

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É inegável que o país não passa por um bom momento. Do mesmo modo, é inegável que o Estado também não passe por um bom momento. Ato contínuo, o momento do Município também não é dos melhores. Enquanto brasileiro, paranaense e araucariense, penso que é em situações assim que toda a sociedade deva se unir e, na medida do possível, apoiar o comandante em chefe. Apoiar, obviamente, não quer dizer concordar com tudo o que esses líderes estejam fazendo, mas pelo menos buscar enxergar além da próxima esquina, de modo a lhes oportunizar a busca de dias melhores para a nossa comunidade.

Digo isso porque tem me preocupado a proliferação do discurso de ódio de muitas pessoas em relação a presidente, ao governador e ao prefeito. Estamos perdendo o respeito por essas figuras e, não entendemos que, ao xingá-las, estamos xingando a nós mesmos, afinal eles foram arguidos aos cargos que estão por todos nós. E não adianta dizer “ah, eu não votei neles”. Dane-se, prezado leitor, se você vive no Brasil, precisa aceitar a opção desta nação pela democracia representativa e entender que passada a eleição, nosso governante é aquele que obteve mais votos. “Ah, mas eu não concordo com aquilo que eles estão fazendo”. De novo, com todo o respeito, dane-se! As regras do jogo são estas. Mesmo assim não quer aceitar? A opção é aquela volta e meia dada aos defensores de outros regimes: mude-se pra Cuba, vá para a Coreia do Norte, Iraque, Afeganistão, Estados Unidos ou qualquer outro país que tenha um modelo de governo que mais lhe pareça correto.

Precisamos deixar nossos governantes, por mais redundante que isso possa parecer, governar. Isso, claro, não quer dizer que devamos nos omitir do dia a dia da política, mas tudo tem o seu momento e sua hora. Se a presidente Dilma mentiu em sua propaganda eleitoral durante a última campanha, o momento de darmos o troco nela é nas próximas eleições. O mesmo vale para governador Beto Richa e para o prefeito Olizandro. E não achem que quatro anos é muito tempo para darmos o troco. Muito tempo, prezados, e perdoem-me a repetição de palavras, é o tempo que estamos perdendo com essa autofagia. Esses sete meses em que a agenda presidencial foi praticamente quase que tomada pela tal da crise trará resultados negativos para o país por um período superior a 2018, ano em que ocorrerá a próxima eleição presidencial. O mesmo vale, respeitadas suas proporções, para o Paraná e para Araucária.

Por fim, enquanto um praticante diário do direito à liberdade de expressão, penso e defendo o direito de todos de se manifestarem, mas – como apaixonado que sou pelo Brasil, pelo Paraná e, principalmente, por Araucária, acredito que não devemos passar atestado de otário, de alienado, de babaca mesmo, embarcando na onda daqueles que querem se aproveitar dos momentos difíceis para alcançar seus objetivos pessoais, partidários e/ou corporativos. As críticas devem ser feitas a atos específicos, as denúncias precisam ser feitas às instituições corretas e estas devem ganhar sempre a publicidade necessária, mas jamais devemos transformar nossa “não concordância com algo” em ódio àqueles que a maioria elegeu para ser o representante de todos.

Comentários são bem vindos em www.opopularpr.com.br. Nas duas próximas semanas não ocuparei este espaço semanal em O Popular. Estarei de férias! Bom agosto a todos!