Hissam mostra seu autoritarismo e atropela resolução do Conselho Municipal de Educação | Araucária
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Na semana passada, o prefeito Hissam pegou toda a comunidade escolar de surpresa e anunciou o retorno das aulas presenciais no município de forma arbitrária. Sem debater sobre o assunto com professores, estudantes ou familiares, a Prefeitura optou por atropelar a decisão do Conselho Municipal de Educação (CME), que, no dia 29 de janeiro, emitiu uma resolução contrária à volta das aulas presenciais antes da vacinação.

A decisão do CME veio após uma plenária extraordinária, na qual os conselheiros travaram um profundo debate sobre o avanço da pandemia e o perigo do retorno presencial neste momento. O entendimento é que o ensino remoto deve ser mantido enquanto os profissionais da educação não forem vacinados, já que a volta das aulas presenciais pode aumentar os casos de infecção pela Covid-19 no município.

Araucária já tem 157 óbitos pela Covid-19 (até terça-feira). Municípios que voltaram com as aulas presenciais em algum momento, como Manaus e Campinas, entre outros, já tiveram que voltar atrás da decisão após a contaminação de professores e estudantes. Reabrir as escolas neste momento em que os professores e a maior parte da população não têm acesso à vacina, portanto, é um ataque à vida.

É absurdo que Hissam ignore o debate democrático em relação a uma decisão que envolve a vida das pessoas. O papel do prefeito é dialogar com a comunidade escolar e respeitar as decisões coletivas, e não sair dando “canetada”. Em outros municípios do estado, como São José dos Pinhais e Londrina, as secretarias de Educação já anunciaram a continuidade do ensino remoto devido ao avanço da pandemia no Paraná. Por que Araucária não pode seguir o mesmo caminho enquanto o retorno presencial não é seguro?

Hissam segue a mesma política de morte do governador Ratinho Jr e do prefeito de Curitiba, Rafael Greca. É uma vergonha que tanto a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) quanto à Câmara Municipal de Curitiba tenham aprovado projetos de lei que tornam a Educação uma “atividade essencial”, isto é, que não pode ser paralisada durante a pandemia.
Com esses projetos de lei, caso haja um surto de coronavírus, por exemplo, o fechamento de unidades educacionais será dificultado. Além de serem arbitrárias, as decisões de gestores como Hissam, Greca e Ratinho Jr são um ataque à vida da população. Portanto, a luta dos profissionais de educação é contra essa política de morte e por um retorno seguro das aulas.

Os trabalhadores da educação, que também foram prejudicados com o ensino remoto, são favoráveis à volta das aulas presenciais, porém a categoria exige que isso seja feito com responsabilidade, no momento certo e após a vacinação. Ano letivo se recupera, vidas não!

Sem vacina, sem retorno!

Publicado na edição 1249 – 18/02/2021

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