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HIV: Quem faz o tratamento correto tem uma vida normal, assegura o SOA

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O Dezembro Vermelho, campanha instituída pela Lei nº 13.504/2017, marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a AIDS e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o vírus.

Em Araucária, o Serviço de Orientação às IST/ HIV/ Aids (SOA), é que acompanha os pacientes (atualmente 608) portadores de HIV/AIDS. Segundo o serviço, hoje também estão cadastrados na Unidade de Dispensação de Medicamentos – UDM, 630 pacientes.  Uma das preocupações do SOA é com relação à necessidade de políticas públicas contínuas, direcionadas à população de jovens entre 15 e 24 anos. Isso porque, conforme mostra o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (veja na tabela), observa-se, no período analisado, que 102.869 (23,7%) casos novos de HIV são de jovens nessa faixa etária, representando 25,2% e 19,9% dos casos no sexo masculino e feminino, respectivamente. Além disso, em 2021, a ocorrência de novas infecções pelo HIV em mulheres entre 15 e 34 anos representou 45,6% dos casos.

Tratamento

Para o serviço, hoje com um monitoramento adequado da infecção e boa adesão ao tratamento, é possível viver mais e bem com o vírus do HIV. A boa adesão inclui o uso correto dos TARV (tratamento antirretrovirais) e exames periódicos de monitoramento.

No entanto, é importante frisar que as pessoas com HIV têm maior risco de infecções oportunistas (que se aproveitam da imunidade baixa), principalmente nos não aderentes ao tratamento e portadores de algumas doenças crônicas como cardiopatias, diabetes e câncer. “E também, como as pessoas estão vivendo mais, ficando idosas com o vírus, tem mais riscos de desenvolverem doenças crônicas como hipertensão, diabetes e outras, igualmente aos que não convivem com o vírus”, explica o serviço.

Avanços

O programa de combate ao HIV e tratamento é tido como um dos melhores do mundo. As conquistas foram muitas, com a incorporação de várias tecnologias na prevenção, diagnósticos e no tratamento. Testes rápidos, PEP (profilaxia pós exposição), PREP (profilaxia pré-exposição) e novas medicações foram incluídas no rol do SUS, com menos efeitos colaterais, facilitando a adesão e diminuindo o risco de resistência viral. “No início da epidemia tínhamos muitas dificuldades no diagnóstico, os exames confirmatórios demoravam até 30 dias, causando abalo emocional para equipe e para o paciente principalmente. Hoje temos diagnóstico em no máximo uma hora através dos testes rápidos, disponíveis nas unidades de saúde e nos centros de testagem (CTA) distribuídos em todo país. Exame de tecnologia avançada, porém de fácil execução e sem necessidade de grandes aportes de laboratórios”, exemplifica o SOA.

Testagem

O CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) funciona de segunda a sexta-feira, no horário das 8h às 16h para aconselhamento e testagem. A procura é espontânea, sem necessidade de encaminhamentos e/ou requisições para todos que tenham interesse, com 14 anos ou mais, e apresentarem documento de identificação com foto (sem documento pode realizar o teste, porém não será emitido laudo).

Os testes rápidos também são realizados nas unidades de saúde, conforme disponibilidade de pessoal em cada serviço. Em caso de resultado reagente, o usuário será encaminhado ao SOA para sequência no tratamento/monitoramento. Os pacientes também recebem apoio psicológico individual.

Casos de AIDS notificados em Araucária

HIV: Quem faz o tratamento correto tem uma vida normal, assegura o SOA
FONTE: MS/SVS/Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis.