Um motociclista envolvido em um acidente de trânsito na noite de sábado, 14 de fevereiro, na esquina das avenidas Victor do Amaral com Archelau de Almeida Torres, apresentou sua versão sobre os fatos que terminaram em agressão após a colisão.

De acordo com a versão inicialmente divulgada pelo casal que ocupava o automóvel, o veículo trafegava pela Avenida Victor do Amaral quando reduziu a velocidade em razão do semáforo ter mudado para amarelo. Neste momento, a motocicleta que vinha logo atrás teria colidido na traseira do carro. Ainda segundo o relato, o motociclista teria se recusado a fornecer documentos e, ao tentar deixar o local, foi contido pelo motorista, ocasião em que teria iniciado as agressões antes de fugir. A ocorrência foi registrada e o casal informou que buscaram atendimento médico e providências legais.

Em sua versão, o motociclista afirmou que chovia no momento do acidente e que trafegava abaixo do limite de velocidade, já atento ao fechamento do sinal. Segundo ele, havia dois veículos à sua frente e, quando o carro do casal se aproximou do semáforo, ele estaria a cerca de dois metros de distância, já acionando os freios para parar. O motociclista relatou que o automóvel teria avançado parcialmente sobre a faixa de pedestres e freado de forma brusca, o que teria contribuído para a colisão. Ele afirmou que, por se tratar de freio a lona e devido à pista molhada, a motocicleta deslizou durante a frenagem.

O condutor da moto declarou que não estava em alta velocidade e que os danos à motocicleta foram leves, afirmando que não sofreu ferimentos. Ainda segundo ele, não houve necessidade de socorro no local. O motociclista também afirmou que, ao descerem do carro, os ocupantes inicialmente teriam atribuído a responsabilidade a um terceiro veículo que teria deixado o local, mas posteriormente passaram a responsabilizá-lo pelos danos.

Sobre a entrega de documentos, ele afirmou que não se recusou a fornecer informações, mas que não portava os documentos no momento. Disse ter orientado o casal a anotar seu contato e a placa da motocicleta, que está registrada em seu nome, para posterior resolução do caso.

Conforme seu relato, a situação teria se intensificado após discussões entre as partes.O motociclista declarou que decidiu deixar o local ao perceber que a discussão não avançava para um acordo. Segundo ele, ao subir na moto para sair, teria sido puxado pelo motorista do carro, que segurou sua mochila na tentativa de impedi-lo. Nesse momento, ele desceu da motocicleta e houve troca de agressões físicas. O condutor da moto confirmou que desferiu socos, afirmando que a reação ocorreu após a tentativa de ser derrubado.

O caso segue registrado junto aos órgãos competentes e poderá ser apurado pelas autoridades para esclarecimento dos fatos.