O mau hálito é uma queixa comum e pode ter diferentes origens. O médico otorrinolaringologista Dr. Rodrigo Hamerschmidt, da Clínica IMA, explica uma das possíveis causas do problema: a presença de cáseos amigdalianos, também chamados de cáseum.

Segundo o médico, os cáseos são pequenas massas esbranquiçadas formadas por resíduos de alimentos que se acumulam nas criptas das amígdalas, que são cavidades naturais existentes nessa região.
Em algumas pessoas, especialmente naquelas que tiveram infecções frequentes ao longo da vida, essas criptas podem se tornar maiores. Com isso, restos de alimentos tendem a se alojar com mais facilidade, permanecem por um período prolongado e acabam se decompondo, o que resulta na formação das massas com odor desagradável.

O otorrinolaringologista esclarece que o cáseum não se trata de uma infecção ativa e, em geral, não provoca dor ou outros sintomas inflamatórios. No entanto, o acúmulo frequente desses resíduos pode causar mau hálito persistente e gerar desconforto social para o paciente. Ele explica ainda que todas as pessoas possuem criptas nas amígdalas, mas o aumento dessas cavidades está mais relacionado a um histórico de infecções repetidas, que fazem com que a amígdala aumente de tamanho como um todo.

“Em relação ao tratamento, não há uma solução medicamentosa específica para eliminar definitivamente o problema na maioria dos casos. Uma das orientações é a realização de gargarejos com antissépticos bucais, preferencialmente sem álcool, para evitar alterações no pH da boca. Em situações mais severas, nas quais a formação de cáseos é constante e causa grande impacto na qualidade de vida do paciente, a única solução definitiva pode ser a cirurgia de retirada das amígdalas, conhecida como amigdalectomia”, explica.

O médico reforça que a avaliação individual é fundamental e orienta as pessoas que apresentam esse tipo de queixa a procurarem um especialista para esclarecimento e acompanhamento adequados.
A Clínica IMA fica na Rua Pedro Druszcz, 584 – Centro. Os atendimentos são de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h e aos sábados, das 8h às 12h e o fone de contato é (41) 3642-3872.

Edição n.º 1502. Maria Antônia.