Secretaria de Saúde define fluxo de atendimentos para casos suspeitos da varíola do macaco

Facebook
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email

A monkeypox, conhecida popularmente como a varíola do macaco, é uma doença viral transmitida de animais para humanos e também entre humanos infectados. O Paraná já registrou os primeiros casos confirmados da doença e, por este motivo, a Secretaria Municipal de Saúde de Araucária instituiu um fluxo de atendimento para casos suspeitos de monkeypox no município por meio da Nota Informativa nº 004/2022.
De acordo com o documento, pacientes com sintomas característicos da doença podem ser atendidos, inicialmente, nas Unidades de Saúde, ambulatórios, Unidades de Pronto Atendimento como a UPA ou em hospitais, públicos ou privados. Se a suspeita for descartada é necessário investigar outras causas de erupção de pele. Por outro lado, caso a suspeita se confirme é necessário notificar, imediatamente, a Vigilância Epidemiológica, isolar o paciente durante o atendimento e solicitar exames específicos. O médico deverá ainda fornecer atestado para 10 dias devendo reavaliar o paciente após o resultado dos exames.
Além disso, é necessário fazer o isolamento domiciliar. A SMSA fará o monitoramento e acompanhamento diário para atentar aos sinais de gravidade, especialmente para os grupos de risco que são gestantes, crianças menores de oito anos e imunossuprimidos.
A Vigilância Epidemiológica já enviou o documento para os serviços de saúde pública do município para conhecimento. Empresas do setor privado que tenham dúvidas a respeito desse fluxo podem entrar em contato pelo telefone 3614.7763 ou pelo plantão 99922.1548 para esclarecimentos.
Saiba mais sobre a doença
Transmissão: contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, secreções respiratórias ou objetos contaminados. A transmissão por gotículas respiratórias geralmente requer contato pessoal prolongado. A pessoa infectada só deixa de transmitir o vírus quando as crostas desaparecem da pele.
Sintomas associados: febre, adenomegalia, cefaleia (dor de cabeça), mialgia, calafrios, astenia.
Erupções cutâneas: iniciam em uma parte do corpo (face, membros, tronco, incluindo região genital) e no decorrer dos próximos dias podem se disseminar ou aparecer em outras partes do corpo. A erupção passa por diferentes estágios e pode ser semelhante com as lesões de varicela ou sífilis, evoluindo para a formação de crostas, que depois caem.
Tratamento: deve ser realizado tratamento conservador das lesões dependendo do estágio com o objetivo de aliviar o desconforto e prevenir complicações. As lesões devem ser monitoradas para infecção bacteriana secundária e, se presentes, tratadas com antibióticos.
Cuidados domiciliares (casos suspeitos e confirmados):

  • Não saia de casa, exceto quando necessário para emergências ou cuidados médicos de acompanhamento;
  • Isolar-se em um quarto ou área separada dos outros membros da família, quando possível;
  • Evitar contato próximo (menos de 2 metros) com outras pessoas, principalmente as que residem no mesmo domicílio;
  • Evitar contato próximo com animais de estimação, qualquer mamífero pode ser infectado com o vírus Monkeypox;
  • Evitar receber a visita de amigos, familiares ou outras pessoas que não moram no mesmo domicílio;
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão;
  • Limpar e desinfetar rotineiramente superfícies, como trincos, interruptores de luz, mesas, cadeiras, com água e sabão ou álcool líquido a 70°. (usar luvas descartáveis durante a limpeza).
  • Se não houver um banheiro exclusivo em casa, limpar e desinfetar todas as superfícies após o seu uso (usar luvas descartáveis durante a limpeza);
  • Usar sempre máscara bem ajustada ao rosto quando estiver em contato próximo (menos de 2 metros) com outras pessoas em casa. Os membros da família também devem usar máscara facial quando estiverem em contato próximo com o caso suspeito ou confirmado de Monkeypox;
  • Evitar o contato das mãos com os olhos, sem antes realizar a lavagem das mesmas com água e sabão;
  • Não compartilhar objetos pessoais (roupas, roupas de cama, toalhas), ou utensílios domésticos (copos, pratos e talheres);
  • Não depilar áreas do corpo cobertas de lesões na pele, pois isso pode levar à propagação do vírus;
  • Não praticar atividade sexual que envolva contato físico direto;
  • Cobrir todas as lesões da pele usando mangas compridas, calças compridas e luvas, quando o contato próximo for inevitável, ou ao receber cuidados médicos;
  • Realizar a troca de seus curativos e manusear suas roupas, toalhas e roupas de cama (usar luvas descartáveis). Caso haja impossibilidade, quem executar esta ação deve usar luvas descartáveis e máscara facial;
  • Descartar resíduos contaminados como curativos, faixas, compressas, gases, luvas e máscaras descartáveis em recipiente (saco plástico) separado do lixo comum ou reciclável. Vedar o recipiente (saco plástico) e aspergir álcool a 70° em todo o seu exterior antes de depositá-lo para coleta.
Secretaria de Saúde define fluxo de atendimentos para casos suspeitos da varíola do macaco
Foto – divulgação

Texto: Assessoria

Compartilhar
PUBLICIDADE