A Secretaria Municipal de Educação (SMED) explicou os motivos que levaram aos problemas que vem sendo enfrentados por escolas e CMEIs quando o assunto é a merenda fornecida para os alunos da rede municipal de ensino.

O relato é o de que faltam alguns itens do cardápio previstos pelo Departamento de Alimentação Escolar. Esses itens seriam essenciais ao desenvolvimento dos pequenos, principalmente as proteínas, como carnes, ovos, leite e seus derivados. A situação seria mais delicada nas unidades de período integral, onde as crianças recebem três alimentações por dia.

A principal queixa é de que estaria havendo uma repetição frequente de certos alimentos e a ausência de outros, além de algumas opções nutricionais questionáveis. Por exemplo, o lanche da manhã, frequentemente, seria um pão de forma industrializado com margarina. Não há inclusão de ovos ou proteínas, que poderiam ser preparadas de diversas maneiras, como omeletes, patês de frango.

Em outra escola, uma mãe comentou que na hora do almoço tem sido servido ao filho apenas arroz, feijão e como proteína eles servem peixe ou almôndegas industrializadas.

A pouca quantidade de saladas oferecidas às crianças também tem sido alvo de insatisfação por parte dos pais. Isso porque, segundo os relatos, muitas crianças pedem mais e não podem repetir. “Elas (crianças) não comem direito, tem algumas que só querem arroz e feijão, e mais nada, e outras nem isso. A merenda precisa de alimentos que despertem a fome nas crianças. Não podemos esquecer de mencionar os autistas, cuja alimentação é super seletiva. Além deles, tem outras crianças que também são seletivas”, comentou uma professora.

Sobre os relatos, a SMED explicou que, no caso das carnes, dos três fornecedores contratados ainda na gestão anterior, dois deixaram de entregar os produtos – por diferentes razões –, o que sobrecarregou o atual fornecedor, que tem tido dificuldade para dar conta dos pedidos da Prefeitura, gerando atrasos. “As empresas que não estão cumprindo o contrato têm sido notificadas e serão penalizadas na forma da lei”, disse a secretaria.

Para minimizar o impacto para as crianças, a Prefeitura explicou que fez uma contratação emergencial que vai garantir o fornecimento de carne vermelha (de diferentes cortes) para a próxima semana. O carregamento deve chegar às unidades já nesta sexta-feira (29/08).

“Não é possível adquirir os alimentos em falta diretamente de fornecedores que estão fora do processo legal de contratação da Alimentação Escolar. Não se trata, portanto, de falta de recursos, e sim de uma séria restrição na entrega por parte do único fornecedor de carnes habilitado até o momento, o que está comprometendo o abastecimento”, afirmou a SMED.

A SMED ainda declarou que fez um novo contrato emergencial para garantir a entrega das outras proteínas (frango, peixe e ovos), que nos últimos dias também tiveram o abastecimento comprometido. “De uma maneira geral, com exceção das proteínas, as cozinhas das unidades estão bem abastecidas. E a Prefeitura de Araucária tem feito tudo o que está ao seu alcance para normalizar o fornecimento dos alimentos em falta com a maior brevidade possível”, pontuou.