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Torcedores se mobilizam e pedem estádio municipal para receber jogos

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A saga dos times de futebol de Araucária por um local para jogar parece não ter fim. A ausência de um estádio municipal para que as equipes locais possam disputar suas partidas, principalmente o time profissional do Araucária ECR, tem provocado muitas discussões. Hoje os mandos de jogos do Cacique, que disputa campeonatos estaduais, acontecem no Estádio Atílio Gionédis, em Campo Largo. Esse cenário tem motivado os torcedores, principalmente os integrantes da torcida organizada Malucos da Tribo, a protestarem e cobrarem uma solução. O principal motivo da reivindicação seria a inviabilidade de acompanhar os jogos do time em outras cidades. Ainda assim, a torcida reafirma seu compromisso em apoiar o Araucária, independentemente de onde seja, mas espera que alguma medida seja tomada com urgência para receber os jogos aqui, ajudando o clube a criar identidade com a cidade que leva o nome.
“Temos muitos argumentos para mostrar ao poder público que a construção de um estádio municipal pode, além de permitir que os clubes da cidade joguem em casa, aumentar a visibilidade do município, movimentar a economia local e o turismo e ainda gerar empregos”, defende Alison Perfetti, fundador e vice-presidente da torcida organizada.

O grupo, inclusive, tem exemplos para ilustrar a ideia. “Pelo que apuramos, a questão da reforma do Emílio Gunha, no CSU, nosso estádio municipal, estaria nas mãos da Secretaria de Planejamento, para um estudo hidrogeológico, que seria apresentado ao Meio Ambiente para aprovação, porém não tem se falado mais nada a respeito disso. É lamentável que o time que representa a cidade já tem 5 anos e ainda não tivemos avanços”, afirma.

Para ilustrar, os torcedores afirmam que várias cidades tem seus estádios públicos, que são usados por times particulares que representam a cidade, alguns chamados estádios ecológicos, que a exemplo do Emílio Gunha, possuem nascentes e até cemitérios no seu entorno e nem por isso a Prefeitura deixou de investir. Um exemplo é o campo da cidade de Verê, que foi liberado pela Federação Paranaense de Futebol para receber competições oficiais, que fica ao lado de um cemitério e um rio e é fechado com lona, situação que em tese seria pior que o Emílio Gunha.

“Toda vez que nós torcedores nos mobilizamos e cobramos um posicionamento da Prefeitura, a alegação é de que existe um impedimento de obras no local devido as nascentes de água atrás dos vestiários. Então reforçamos que está mais do que na hora de o Município ter um eco estádio. E um detalhe: na área onde ficam as nascentes não precisa mexer em nada, se tiver que fazer mais arquibancadas, que sejam feitas na grama. Nossas atuais arquibancadas não perdem em nada para o estádio de Campo Largo. Não precisamos de um estádio padrão FIFA”, argumenta outro integrante da organizada.

Outro torcedor diz que enquanto o Araucária não jogar em casa, não chegará a lugar nenhum. “Uma cidade desse porte que não tem capacidade de receber seu próprio time para jogar é uma vergonha. Sou ex-jogador do time sub-17 do Araucária ECR e lamento porque quando fazia parte do time, tinha que treinar lá em Quatro Barras, sendo que moro em Araucária. Acho isso injusto porque aqui temos um estádio excelente para treinamentos”, lamentou.

Outro questionamento dos torcedores é com relação a um projeto de reforma que seria executada no Emílio Gunha, divulgado pelo governo do estado em 2005, que acabou sendo engavetado. “Curioso que naquela época não era área de preservação ambiental. Será que essa verba chegou até o município? Por que na época o estádio podia ser reformado e hoje não pode?”, indagam.
Será que agora vai?

Sobre os questionamentos dos torcedores, a Prefeitura respondeu que de acordo com o ofício nº 677/2023, foi solicitado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente a viabilidade ambiental para a revitalização do Estádio Emílio Gunha, no bairro Fazenda Velha. O projeto prevê a ampliação da atual arquibancada, com separação de torcidas, ampliação dos vestiários dos jogadores e técnico, reforma de uma área coberta para bancos dos jogadores, estacionamento para equipes técnicas e jogadores, construção de bilheteria para visitantes e torcida local, além de salas de imprensa, monitoramento, e posto policial e sanitários para atendimento das duas torcidas.

Explicou ainda que para viabilização da proposta, o projeto mantém as intervenções existentes consolidadas, conforme o que existe no local. Portanto, a Prefeitura concluiu que já está trabalhando na revitalização do Emílio Gunha e efetuando a viabilidade ambiental.

Foto de: Raquel Kriger Paiva.

Edição nº.1353.