Qualquer doença que afete o cérebro tem um grau de delicadeza, já que se trata de uma região essencial para o corpo humano. Por essa razão, o Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla é celebrado em 30 de agosto, no intuito de informar a população acerca dos sintomas da doença, incentivando a procura precoce de um especialista.

De acordo com o neurologista Hudson Famelli, cooperado Unimed da Clínica São Vicente, a esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que atinge o sistema nervoso central. “A esclerose múltipla acontece quando o sistema imunológico do próprio paciente ataca a mielina, substância que reveste os neurônios e permite a transmissão correta dos impulsos nervosos. Esse processo gera inflamações e lesões, que podem comprometer a visão, a coordenação motora, a força muscular e até a memória”, explica.

Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla: doença neurológica sem cura
Foto: Neurologista Hudson Famelli diz que o diagnóstico precoce é essencial para manter o controle da doença

A doença atinge principalmente jovens adultos, e é mais comum em mulheres entre 20 e 40 anos. Os principais sintomas são: alterações visuais, como visão dupla ou embaçada; fraqueza; formigamentos; desequilíbrio; dificuldade para andar; fadiga intensa; e alterações cognitivas. Segundo o médico, os sintomas podem surgir de repente, melhorar e depois retornar, e essa situação dificulta o diagnóstico precoce.

“A esclerose múltipla pode ser confundida com outras condições neurológicas, como a neuromielite óptica ou até doenças vasculares e infecciosas. É fundamental que a investigação seja feita por um neurologista, com exames clínicos e de imagem, para evitar diagnósticos equivocados”, alerta.
Existem alguns sinais de alertas onde é necessário o atendimento médico urgente, evitando que a doença evolua para um quadro grave: perda súbita da visão; fraqueza acentuada em braços ou pernas; e dificuldade para falar ou para coordenar movimentos.

A esclerose múltipla pode surgir de diferentes maneiras, a mais comum é a forma Remitente-recorrente, que se manifesta como surtos, seguidos por uma melhora parcial ou total. Esse tipo pode avançar para Secundária progressiva, onde o próprio nome diz, a condição evolui para uma piora progressiva. Por último, existe a Primária progressiva, onde não existe um quadro de melhora, desde o início a doença vai piorando lentamente.

“Atualmente não existe cura, mas os avanços da medicina permitem controlar a progressão e reduzir os surtos. O tratamento busca proteger o sistema nervoso, reduzir inflamações e preservar a autonomia do paciente. Quanto mais cedo iniciado, melhores são os resultados. A rotina dos pacientes pode ser impactada, principalmente pela fadiga, dificuldades motoras e alterações cognitivas. No entanto, acompanhamento médico, fisioterapia, apoio psicológico e hábitos saudáveis contribuem para manter a qualidade de vida”, finaliza o doutor.

SERVIÇO

O neurologista Hudson Famelli atende pacientes a partir de 12 anos e atua com o CRM 19.619, sendo cooperado Unimed da Clínica São Vicente, que está localizada na Rua São Vicente de Paulo, n.º 250, no Centro. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000.

Edição n.º 1480. Victória Malinowski