Com a chegada do verão, é comum que as pessoas comecem a sentir mais sede. Essa é uma reação do corpo durante as ondas de calor, com intenção de repor os líquidos e sais minerais que diminuem principalmente pelo suor. Nesse sentido, a médica de família Yanelis Miranda Herrera explicará como ocorre a desidratação, quais os riscos e como prevenir.

“A desidratação acontece quando o organismo perde mais líquidos do que consegue repor. Em períodos de temperaturas extremas, o corpo trabalha mais para manter a temperatura adequada, aumentando a sudorese. Se a ingestão de água não acompanha essa perda, o risco de desidratação cresce rapidamente”, descreve.

Existem pessoas mais vulneráveis a essa situação, como crianças e idosos, que estão entre os grupos com mais riscos. Segundo a doutora, a criança ainda não possui o sistema de regulação térmica totalmente desenvolvido, e em muitos casos, ela não consegue perceber ou não avisa sobre a sede. Já quando envolve pessoas idosas, elas podem ter a sensação de sede reduzida. Além disso, o uso de medicamentos pode favorecer a perda de líquidos.

“Além deles, pessoas com doenças crônicas como diabetes, problemas renais ou cardíacos, também precisam de atenção especial, pois a desidratação pode agravar quadros clínicos já existentes. Os primeiros sinais de desidratação costumam ser simples, mas não devem ser ignorados. Entre eles estão sede intensa, boca e lábios secos, diminuição da urina, urina escura, cansaço, tontura e dor de cabeça”, cita a doutora Yanelis.

Os sinais para crianças são diferentes, os pais devem ficar atentos a irritabilidade, choro sem lágrimas e fraldas secas por mais tempo. Para os idosos, os sintomas são mais silenciosos, como confusão mental, sonolência excessiva e fraqueza.

A médica ainda reforça que, se não tratada, a desidratação pode levar a problemas sérios de saúde, por exemplo: queda de pressão, problemas renais, desequilíbrio de eletrólitos e arritmias cardíacas. Caso a condição do paciente se agrave, pode resultar até mesmo em uma internação hospitalar.

“A recomendação geral é ingerir cerca de 2 litros de água por dia, mas esse valor pode variar conforme idade, peso, nível de atividade física e intensidade do calor. Em dias muito quentes ou para quem pratica exercícios físicos, a necessidade de água aumenta. O ideal é não esperar sentir sede para se hidratar”, orienta.

A especialista reforça que há outros meios para evitar a desidratação além da ingestão de líquidos. Ela cita exemplos, como: uso de roupas leves; evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia; manter ambientes ventilados; e consumir alimentos ricos em água, como frutas, legumes e verduras.

“Para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, o cuidado deve ser contínuo. Oferecer água com frequência, observar mudanças no comportamento e procurar atendimento médico diante de qualquer sinal de alerta são atitudes essenciais”, finaliza.

Risco de desidratação aumenta com a chegada do calor
Doutora ressalta que em casos graves é necessário internação hospitalar

SERVIÇO

A médica de família Yanelis Miranda Herrera atua com o CRM 52780 na Clínica São Vicente, que está localizada na Rua São Vicente de Paulo, n.º 250, no centro de Araucária. O telefone/WhatsApp para contato é o (41) 3552-4000, e o site da Clínica é o www.csv.med.br.

Edição n.º 1497. Victória Malinowski.