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Nas farmácias, procura por testes rápidos aumentou muito e filas para realizar o exame têm sido registradas. Foto: Marco Charneski

Seguindo a tendência nacional e mundial, Araucária voltou a sofrer uma disparada nos casos ativos de Covid neste início de 2022, voltando a romper esta semana a marca de 500 moradores simultaneamente com o vírus ativo, algo que não acontecia já há algum tempo.

Para se ter uma ideia, há exato um mês, em 13 de dezembro, a cidade tinha apenas 14 moradores em tratamento contra a Covid. Número que nesta terça-feira (11) foi a 509 e ontem, quarta-feira (13), a 497.

A boa notícia em meio a tantas más notícias é a de que quase a totalidade dos casos que vêm sendo atendidos pelos órgãos de saúde são considerados não graves. Tanto é que o último óbito de araucariense anotado nos boletins epidemiológicos foi em 23 de dezembro. Ou seja, há mais de duas semanas. O mérito disso, como não poderia deixar de ser, é da vacina, que dia após dia vem provando sua eficácia no combate a casos graves de coronavírus.

Embora seja menos letal, a disparada nos casos de Covid sobrecarrega os equipamentos de saúde. O Pronto Atendimento Covid, por exemplo, voltou a receber grande número de pessoas com síndromes gripais. O aumento na procura pelo local, inclusive, abortou o plano da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de fechar as portas do CECC em definitivo. As farmácias da cidade e outros locais onde são realizados testes rápidos também têm registrado uma procura absurda pelo exame, sendo que em alguns locais há informação de falta do produto.

De acordo com a SMSA, as equipes que atendem no local voltaram a ser reforçadas, sendo que só no último dia 10 de janeiro foram atendidos no CECC 462 pessoas. Destas, 319 apresentavam sintomas compatíveis ao coronavírus e tiveram que ser submetidas ao exame PCR. A alta procura pelo local também aumentou o tempo de espera por atendimento médico, que chegou a três horas em alguns casos. “A maioria dos pacientes são quadros leves, poucos têm necessidade de internamento. Isso é reflexo da vacinação. Mas, mesmo assim o cenário é preocupante. Não podemos relaxar as medidas de prevenção”, analisou a médica Patrícia Beleski, diretora técnica da Secretaria de Saúde.

Outro problema que vem tirando o sono dos gestores em saúde é o aumento considerável de profissionais médicos e de enfermagem contaminados. “Temos registrado afastamentos por esse motivo em quase todos os equipamentos de saúde do município. O número tem sido maior que nas outras ondas, inclusive”, pontua. Contaminados, os profissionais não podem trabalhar o que, por consequência, influencia diretamente no tempo de espera dos pacientes “comuns” que precisam de atendimento.

Relaxamento

A nova onda de casos de Covid-19, dizem os profissionais de saúde, é fruto também do relaxamento natural que a população se deu ao direito depois de quase dois anos de pandemia e com a chegada da vacina. Infelizmente, no entanto, como sempre disseram os cientistas, o coronavírus ainda não tinha ido embora e os meios de prevenção deveriam ser mantidos. Ou seja, precisamos intensificar a higienização das mãos com álcool em gel, não “desgarrar” da máscara, manter uma boa ventilação em locais fechados e, na medida do possível, seguir com o distanciamento social. Além dessas medidas, obviamente, há uma outra imprescindível para quem gosta de viver: não deixar de tomar as três doses da vacina.

Texto: Waldiclei Barboza

Publicado na edição 1294 – 13/01/2022

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